ENCICLOPÉDIA MINEIRA: Prof. Marcos Tadeu Cardoso

Um projeto do Prof. Marcos Tadeu Cardoso, um livro publicado narrando a história das principais cidades Mineiras.
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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Terra Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. Ir para: navegação, pesquisa Disambig grey.svg Nota: Para outros significados, veja Terra (desambiguação). Terra Earth symbol.svg The Earth seen from Apollo 17.jpg Fotografia A Bolinha Azul obtida durante a missão Apollo 17. Planeta principal Características orbitais Semieixo maior 149 598 261 km 1,00000261 UA[1] Perélio 147 098 290 km 0,98329134[nota 1] UA Afélio 152 098 232 km 1,01671388[nota 1] UA Excentricidade 0,01671123[1] Período orbital 365,256363004 d[2] (1.000017421 a) Velocidade orbital média 107 200 km/h 29,78 [3] km/s Inclinação 7,155° ao equador do Sol 1,57869[4] ao plano invariável° Argumento do periastro 114,20783°[3][nota 2] Longitude do nó ascendente 348,73936°[3][nota 3] Número de Satélites 1 (Lua) Características físicas Diâmetro equatorial 12 756,2 km Área da superfície 510 072 000[5][6][nota 4] km² Volume 1,08321×1012[3] km³ Massa 5,9736×1024[3] kg Densidade média 5,515[3] g/cm³ Gravidade equatorial 9,780327 m/s2[7] 0,99732 g Dia sideral 0,99726968 d[8] 23h 56m 4,100s Velocidade de escape 11,186[3] km/s Inclinação axial 23°26'21",4119[9] Albedo 0,367 (geométrico)[3] 0,306 (Bond)[3] Temperatura média: 14[10] ºC -89,2[11] ºC min 57,8[12] ºC max Composição da Atmosfera Pressão atmosférica 101,325 kPa Nitrogênio Oxigênio Argônio Dióxido de carbono Vapor de água (variável com o clima) 78,08% 20,95% 0,93% 0,038% ~1% A Terra é o terceiro planeta mais próximo do Sol, o mais denso e o quinto maior dos oito planetas do Sistema Solar. É também o maior dos quatro planetas telúricos. É por vezes designada como Mundo ou Planeta Azul. Lar de milhões de espécies de seres vivos,[13] incluindo os humanos, a Terra é o único corpo celeste onde é conhecida a existência de vida. O planeta formou-se há 4,54 bilhões (mil milhões) de anos,[14][15][16][17] e a vida surgiu na sua superfície um bilhão de anos depois. Desde então, a biosfera terrestre alterou significativamente a atmosfera e outros fatores abióticos do planeta, permitindo a proliferação de organismos aeróbicos, bem como a formação de uma camada de ozônio, a qual, em conjunto com o campo magnético terrestre, bloqueia radiação solar prejudicial, permitindo a vida no planeta.[18] As propriedades físicas do planeta, bem como suas história geológica e órbita, permitiram que a vida persistisse durante este período. Acredita-se que a Terra poderá suportar vida durante pelo menos outros 500 milhões de anos.[19][20] A sua superfície exterior está dividida em vários segmentos rígidos, chamados placas tectônicas, que migram sobre a superfície terrestre ao longo de milhões de anos. Cerca de 71% da superfície da Terra está coberta por oceanos de água salgada, com o restante consistindo de continentes e ilhas, os quais contêm muitos lagos e outros corpos de água que contribuem para a hidrosfera. Não se conhece a existência de água no estado líquido em equilíbrio, necessária à manutenção da vida como a conhecemos, na superfície de qualquer outro planeta.[nota 5] Os polos geográficos da Terra encontram-se maioritariamente cobertos por mantos de gelo ou por banquisas. O interior da Terra permanece ativo, com um manto espesso e relativamente sólido, um núcleo externo líquido que gera um campo magnético, e um núcleo interno sólido, composto sobretudo por ferro. A Terra interage com outros objetos no espaço, em particular com o Sol e a Lua. No presente, a Terra orbita o Sol uma vez por cada 366,26 rotações sobre o seu próprio eixo, o que equivale a 365,26 dias solares ou um ano sideral.[nota 6] O eixo de rotação da Terra possui uma inclinação de 23,4° em relação à perpendicular ao seu plano orbital,[21] produzindo variações sazonais na superfície do planeta com período igual a um ano tropical (365,24 dias solares).[22] A Lua é o único satélite natural conhecido da Terra, tendo começado a orbitá-la há 4,53 bilhões de anos. É responsável pelas marés, estabiliza a inclinação axial da Terra e abranda gradualmente a rotação do planeta. Entre aproximadamente 4,1 e 3,8 bilhões de anos atrás, durante o intenso bombardeio tardio, impactos de asteroides causaram mudanças significativas na superfície terrestre. Os recursos minerais da Terra em conjunto com os produtos da biosfera, fornecem recursos que são utilizados para suportar uma população humana global. Estes habitantes da Terra estão agrupados em cerca de 200 estados soberanos, que interagem entre si por meio da diplomacia, viagens, comércio e ação militar. As culturas humanas desenvolveram várias crenças sobre o planeta, incluindo a sua personificação em uma deidade, a crença numa Terra plana, ou em que a Terra é o centro do universo, e uma perspectiva moderna do mundo como um ambiente integrado que requer proteção. Índice [esconder] * 1 Cronologia o 1.1 Evolução da vida o 1.2 Futuro * 2 Composição e estrutura o 2.1 Forma o 2.2 Composição química o 2.3 Estrutura interna o 2.4 Calor o 2.5 Placas tectônicas o 2.6 Superfície o 2.7 Hidrosfera o 2.8 Atmosfera + 2.8.1 Tempo e clima + 2.8.2 Alta atmosfera o 2.9 Campo magnético * 3 Rotação e translação o 3.1 Rotação o 3.2 Órbita o 3.3 Inclinação axial * 4 Lua * 5 Habitabilidade o 5.1 Biosfera o 5.2 Recursos naturais e uso da terra o 5.3 Perigos naturais e ambientais o 5.4 Geografia humana * 6 A Terra na cultura * 7 Notas * 8 Referências * 9 Ver também * 10 Ligações externas [editar] Cronologia Ver artigo principal: História da Terra Os cientistas conseguiram reconstruir informação detalhada sobre o passado do planeta. O material datado mais antigo do Sistema Solar formou-se há 4,5672 ± 0.0006 bilhões de anos,[23] e há cerca de 4,54 bilhões de anos (com incerteza inferior a 1%)[24] a Terra e os outros planetas do Sistema Solar haviam-se formado a partir da nebulosa solar - uma massa discóide de poeiras e gás que havia sobrado da formação do Sol. Este processo de acreção da Terra ficou em grande parte completo em 10-20 milhões de anos.[25] Inicialmente fundida, a camada exterior do planeta Terra arrefeceu, formando-se uma crosta sólida quando a água começou a acumular-se na atmosfera. A Lua formou-se pouco tempo depois, há 4,53 bilhões de anos.[26] O atual modelo consensual[27] para a formação da Lua é a hipótese do grande impacto, segundo a qual a Lua foi criada quando um objeto do tamanho de Marte (por vezes chamado Theia) com cerca de 10% da massa da Terra[28] chocou com esta de raspão.[29] Neste modelo, alguma massa deste objeto ter-se-á fundido com a Terra e uma outra porção teria sido ejetada para o espaço, mas material suficiente teria entrado em órbita e coalescido para formar a Lua. A desgaseificação e a atividade vulcânica produziram a atmosfera primordial da Terra. O vapor de água condensado, a que se juntou gelo e água líquida trazidos por asteroides e protoplanetas maiores, cometas, e objetos transneptunianos formaram os oceanos.[30] O Sol recém-formado possuía apenas 70% da sua luminosidade atual, porém as evidências mostram que os oceanos antigos se mantiveram líquidos - uma contradição a que se deu o nome de paradoxo do jovem Sol fraco. A combinação de gases de estufa e níveis de atividade solar mais elevados serviu para aumentar a temperatura na superfície da Terra, evitando que os oceanos congelassem.[31] Há cerca de 3,5 bilhões de anos, estabeleceu-se o campo magnético terrestre, o qual ajudou a evitar que a atmosfera fosse levada pelo vento solar.[32] Foram propostos dois modelos principais para a taxa de crescimento continental:[33] crescimento estável até aos dias de hoje[34] e crescimento rápido no início da história da Terra.[35] As pesquisas atuais mostram que a segunda opção é mais provável, com crescimento inicial rápido da crosta continental[36] seguido por uma área continental estável ao longo do tempo.[37][38][39] A escalas de tempo com duração de milhões de anos, a superfície modificou-se continuamente à medida que os continentes se formaram e separaram. Os continentes migraram sobre a superfície, combinando-se ocasionalmente para formarem um supercontinente. Há aproximadamente 750 milhões de anos, um dos mais antigos supercontinentes conhecidos, Rodínia, começou a partir-se. Mais tarde, os continentes recombinaram-se para formarem Panótia há 600-540 milhões de anos, e finalmente Pangeia, que se fragmentou há 180 milhões de anos.[40] [editar] Evolução da vida Ver artigo principal: História evolutiva da vida Atualmente, a Terra constitui o único exemplo de um ambiente que tenha dado origem à evolução da vida.[41] Crê-se que reações químicas altamente energéticas tenham produzido uma molécula autorreplicadora há cerca de 4 bilhões de anos e que meio bilhão de anos mais tarde terá existido o último ancestral comum a toda a vida.[42] O desenvolvimento da fotossíntese permitiu que a energia do Sol fosse utilizada diretamente pelas formas de vida; o oxigênio resultante acumulou-se na atmosfera e formou uma camada de ozônio (uma forma de oxigênio molecular [O3]) na alta atmosfera. A incorporação de células mais pequenas no interior de outras maiores resultou no desenvolvimento de células complexas ditas eucariotas.[43] Os organismos verdadeiramente multicelulares formaram-se à medida que as células das colônias se tornaram cada vez mais especializadas. Ajudada pela absorção de radiação ultravioleta prejudicial pela camada de ozônio, a vida colonizou a superfície da Terra.[44] Desde a década de 1960 que se coloca a hipótese de ter ocorrido um evento glacial severo há entre 750 e 580 milhões de anos, durante o Neoproterozoico, o qual teria coberto grande parte do planeta com um manto de gelo. Esta hipótese, denominada da "Terra bola de neve", é de particular interesse porque precedeu a explosão cambriana, durante a qual as formas de vida multicelulares começaram a proliferar.[45] Após a explosão cambriana, há cerca de 535 milhões de anos, ocorreram cinco extinções em massa.[46] A mais recente delas ocorreu há 65 milhões de anos, quando o impacto de um asteroide desencadeou a extinção dos dinossauros não-aviários e de outros grandes répteis, mas poupou alguns animais pequenos como os mamíferos, que então se assemelhavam a musaranhos. Ao longo dos últimos 65 milhões de anos a vida mamífera diversificou-se, e há vários milhões de anos um animal semelhante a um hominoide, como o Orrorin tugenensis, adquiriu a capacidade de manter o corpo ereto.[47] Tal permitiu o uso de ferramentas e encorajou a comunicação que forneceu a nutrição e estimulação necessárias a um cérebro maior, o que permitiu a evolução da raça humana. O desenvolvimento da agricultura, e mais tarde da civilização, permitiu aos humanos influenciarem a Terra num período de tempo muito curto, como nenhuma outra forma de vida havia sido capaz,[48] afetando tanto a natureza como a quantidade de outras formas de vida. O padrão atual de eras do gelo teve início há cerca de 40 milhões de anos e intensificou-se durante o Pleistoceno, há cerca de 3 milhões de anos. As regiões das latitudes mais elevadas têm sofrido ciclos repetidos de glaciação e derretimento, com período de repetição que varia entre os 40 000 a 100 000 anos. A última glaciação continental terminou há 10 000 anos.[49] [editar] Futuro Linha de tempo de 14 bilhões de anos mostrando a idade atual do Sol (4,6 bilhões de anos); a partir dos 6 bilhões de anos de idade o Sol aquece gradualmente, tornando-se uma gigante vermelha aos 10 bilhões de anos, seguindo-se "pouco" depois a transformação em anã branca O ciclo de vida do Sol O futuro do planeta está intimamente ligado ao do Sol. Como resultado de uma acumulação contínua de hélio no núcleo do Sol, a luminosidade total da estrela irá lentamente aumentar. A luminosidade do Sol aumentará 10% ao longo dos próximos 1,1 bilhões de anos e 40% ao longo dos próximos 3,5 bilhões de anos.[50] Os modelos climáticos indicam que o aumento da radiação atingindo a Terra provavelmente terá consequências catastróficas, incluindo a perda dos oceanos do planeta.[51] A crescente temperatura da superfície da Terra acelerará o ciclo do CO2 inorgânico, reduzindo a sua concentração até valores letalmente baixos para as plantas (10 ppm para a fotossíntese C4) dentro de aproximadamente 500 milhões[19] a 900 milhões de anos. A falta de vegetação terá como consequência a perda de oxigênio na atmosfera, pelo que a vida animal se extinguirá depois de mais alguns milhões de anos.[52] Após outro bilhão de anos toda a água superficial terá desaparecido[20] e a temperatura média global atingirá os 70 °C.[52] Espera-se que a Terra permaneça efetivamente habitável por mais uns 500 milhões de anos a partir desse ponto,[19] embora este período possa estender-se até aos 2,3 bilhões de anos se o nitrogênio for removido da atmosfera.[53] Ainda que o Sol fosse eterno e estável, o continuado arrefecimento interno da Terra resultaria numa perda de grande parte do CO2 devido à redução do vulcanismo,[54] e 35% da água dos oceanos desceria até ao manto devido à redução da libertação de vapor de água nas dorsais meso-oceânicas.[55] O Sol, como parte da sua evolução, tornar-se-á uma gigante vermelha dentro de cerca de 5 bilhões de anos. Os modelos prevêem que o Sol se expandirá até atingir cerca de 250 vezes o seu raio atual, aproximadamente 1 UA (150 000 000 km).[50][56] O destino da Terra não é tão claro. Como uma gigante vermelha, o Sol perderá cerca de 30% da sua massa, portanto, sem efeitos de maré, a Terra irá deslocar-se para uma órbita a 1,7 UA (250 000 000 km) do Sol quando a estrela atingir o seu raio máximo. Esperava-se inicialmente, portanto, que o planeta escapasse de ser "engolido" pela rarefeita atmosfera exterior do Sol expandido, apesar de que a maior parte, se não a totalidade, da vida remanescente teria sido destruída pela crescente luminosidade solar (até um máximo de aproximadamente 5000 vezes o seu nível atual).[50] Contudo, uma simulação de 2008 indica que a órbita da Terra sofrerá deterioração, devido aos efeitos de maré e ao atrito, o que a levará a entrar na atmosfera do Sol gigante vermelha e a ser vaporizada.[56] [editar] Composição e estrutura Ver artigo principal: Ciências da Terra A Terra é um planeta telúrico, o que significa que é um corpo rochoso, e não um gigante gasoso como Júpiter. É o maior dos quatro planetas telúricos do Sistema Solar tanto em tamanho como em massa. Dentre estes quatro planetas, a Terra é também aquele com maior densidade, maior gravidade de superfície, o campo magnético mais forte,[57] e a rotação mais rápida. É também o único planeta com tectônica de placas ativa.[58] [editar] Forma Ver artigo principal: Figura da Terra Comparação dos tamanhos dos planetas interiores (da esq. para a dir.): Mercúrio, Vênus, Terra e Marte A forma da Terra aproxima-se muito de um esferoide oblato, uma esfera achatada segundo o eixo de polo a polo de tal forma que existe uma saliência ao longo do equador.[59] Esta saliência resulta da rotação da Terra, e faz com que o diâmetro no equador seja 43 km maior do que o diâmetro de polo a polo.[60] O diâmetro médio do esferoide de referência é aproximadamente 12 742 km o que equivale aproximadamente a 40 000 km/π, uma vez que o metro foi originalmente definido como sendo 1/10 000 000 da distância do equador ao Polo Norte passando por Paris, França.[61] A topografia local desvia-se deste esferoide idealizad ainda que, numa escala global, estes desvios sejam muito pequenos: a Terra tem uma tolerância de cerca de uma parte em 584, ou 0,17%, do esferoide de referência, o que é menor que a tolerância de 0,22% permitida nas bolas de bilhar.[62] Os maiores desvios locais na superfície rochosa da Terra são o Monte Everest (8848 m acima do nível do mar) e a Fossa das Marianas (10 911 m abaixo do nível do mar). Devido à saliência equatorial, os locais da superfície mais afastados do centro da Terra são os cumes do Chimborazo no Equador e de Huascarán no Peru.[63][64][65] Composição química da crosta[66] Composto Fórmula Composição Continental Oceânica sílica SiO2 60.2% 48.6% alumina Al2O3 15.2% 16.5% óxido de cálcio CaO 5.5% 12.3% óxido de magnésio MgO 3.1% 6.8% óxido de ferro (II) FeO 3.8% 6.2% óxido de sódio Na2O 3.0% 2.6% óxido de potássio K2O 2.8% 0.4% óxido de ferro (III) Fe2O3 2.5% 2.3% água H2O 1.4% 1.1% dióxido de carbono CO2 1.2% 1.4% dióxido de titânio TiO2 0.7% 1.4% pentóxido de fósforo P2O5 0.2% 0.3% Total 99.6% 99.9% [editar] Composição química Ver artigo principal: Abundância dos elementos químicos A massa da Terra é aproximadamente 5,98×1024 kg. Está composta sobretudo por ferro (32,1%), oxigênio (30,1%), silício (15,1%), magnésio (13,9%), enxofre (2,9%), níquel (1,8%), cálcio (1,5%), e alumínio (1,4%); os restantes 1,2% consistem de quantidades vestigiais de outros elementos. Por causa da segregação da massa, crê-se que a região do núcleo seja, sobretudo, composta por ferro (88,8%), com quantidades menores de níquel (5,8%), enxofre (4,5%), e menos de 1% de elementos vestigiais.[67] O geoquímico F. W. Clarke calculou que um pouco mais de 47% da crosta consiste de oxigênio. Os constituintes mais comuns das rochas são quase todos óxidos; cloro, enxofre, e flúor são as únicas exceções importantes e a sua quantidade total em qualquer rocha é geralmente menor que 1%. Os principais óxidos são sílica, alumina, óxidos de ferro, cálcio, magnésio, sódio e potássio. A sílica funciona principalmente como um ácido, formando silicatos e todos os minerais mais comuns nas rochas ígneas são deste tipo. A partir de uma estimativa baseada em 1 672 análises de todos os tipos de rochas, Clark deduziu que 99,22% eram compostas por 11 óxidos (ver tabela à direita). Todos os outros constituintes ocorrem apenas em quantidades muito pequenas.[68] [editar] Estrutura interna Ver artigo principal: Estrutura interna da Terra O interior da Terra, assim como o de outros planetas telúricos, é dividido em camadas definidas com base nas suas propriedades químicas e físicas (reológicas), mas ao contrário dos outros planetas telúricos tem um núcleo interno e um núcleo externo distintos. A camada exterior da Terra é uma crosta silicatada, sólida, quimicamente distinta, subjacente à qual se encontra um manto sólido altamente viscoso. A crosta está separada do manto pela descontinuidade de Mohorovičić, e a espessura da crosta varia: em média 6 km sob os oceanos e 30 a 50 km sob os continentes. A crosta e a porção fria e rígida do manto superior são coletivamente designados litosfera, e é da litosfera que estão compostas as placas tectônicas. Abaixo da litosfera encontra-se a astenosfera, uma camada de viscosidade relativamente baixa sobre a qual a litosfera se desloca. Entre as profundidades de 410 e 660 km abaixo da superfície, encontra-se uma zona de transição que separa o manto superior do manto inferior, e onde ocorrem alterações importantes na estrutura cristalina. Sob o manto, encontra-se um núcleo externo líquido de baixa viscosidade, que envolve um núcleo interno sólido.[69] O núcleo interno pode girar a uma velocidade angular ligeiramente mais alta que o restante planeta, avançando 0,1–0,5° por ano.[70] Camadas geológicas da Terra[71] Crosta-terrestre-corte-portugues.svg Corte do interior da Terra, do núcleo para a exosfera. Não está à escala. Profundidade[72] km Camada Densidade g/cm³ 0–60 Litosfera[nota 7] — 0–35 ... Crosta[nota 8] 2,2–2,9 35–60 ... Manto superior 3,4–4,4 35–2890 Manto 3,4–5,6 100–700 ... Astenosfera — 2890–5100 Núcleo externo 9,9–12,2 5100–6378 Núcleo interno 12,8–13,1 [editar] Calor O calor interno da Terra provém de uma combinação de calor residual da acreção planetária (cerca de 20%) e calor produzido pelo decaimento radioativo (80%).[73] Os principais isótopos geradores de calor na Terra são potássio-40, urânio-238, urânio-235 e tório-232.[74] No centro do planeta, a temperatura pode chegar aos 7 000 K e a pressão poderá chegar aos 360 GPa.[75] Uma vez que grande parte do calor é proveniente do decaimento radioativo, os cientistas crêem que cedo na história da Terra, antes de se terem esgotado os isótopos com meias-vidas curtas, a produção de calor da Terra teria sido muito maior. Esta produção de calor adicional, o dobro da atual há aproximadamente 3 bilhões de anos,[73] teria aumentado os gradientes de temperatura no interior da Terra, aumentando as velocidades da convecção mantélica e da tectônica de placas, e permitindo a produção de rochas ígneas como os komatiitos que não se formam na atualidade.[76] Principais isótopos geradores de calor na atualidade[77] Isótopo Calor libertado W/kg isótopo Meia-vida anos Concentração média no manto kg isótopo/kg manto Calor libertado W/kg manto 238U 9,46 × 10−5 4,47 × 109 30,8 × 10−9 2,91 × 10−12 235U 5,69 × 10−4 7,04 × 108 0,22 × 10−9 1,25 × 10−13 232Th 2,64 × 10−5 1,40 × 1010 124 × 10−9 3,27 × 10−12 40K 2,92 × 10−5 1,25 × 109 36,9 × 10−9 1,08 × 10−12 A perda de calor média da Terra é 87 mW m−2, para uma perda de calor global de 4,42 × 1013 W.[78] Uma parte da energia térmica do núcleo é transportada em direção à crosta por plumas mantélicas, uma forma de convecção que consiste na ascensão de rocha mais quente. Estas plumas podem produzir pontos quentes e derrames de basalto.[79] Mais do calor da Terra é perdido por intermédio da tectônica de placas, na ascensão do manto associada às cristas meso-oceânicas. O último dos principais modos de perda de calor é a condução através da litosfera, a maioria da qual ocorre nos oceanos pois ali a crosta é muito mais delgada do que nos continentes.[80] [editar] Placas tectônicas Principais placas da Terra[81] Shows the extent and boundaries of tectonic plates, with superimposed outlines of the continents they support Nome da placa Área 106 km² Placa africana[nota 9] 78,0 Placa antártica 60,9 Placa indo-australiana 47,2 Placa eurasiática 67,8 Placa norte-americana 75,9 Placa sul-americana 43,6 Placa pacífica 103,3 Ver artigo principal: Tectônica de placas A camada exterior mecanicamente rígida da Terra, a litosfera, está partida em vários pedaços chamados placas tectônicas. Estas placas são segmentos rígidos que se movem uns relativamente aos outros ao longo de um de três tipos de fronteiras entre placas: limites convergentes, onde duas placas movendo-se em direções opostas se encontram, limites divergentes, onde duas placas são afastadas uma da outra, e limites transformantes, onde duas placas deslizam uma pela outra lateralmente. Ao longo destas fronteiras entre placas podem ocorrer sismos, atividade vulcânica, formação de montanhas ou de fossas oceânicas.[82] As placas tectônicas movem-se sobre a astenosfera, a porção sólida e menos viscosa do manto superior que pode fluir e mover-se juntamente com as placas,[83] e o seu movimento está estreitamente relacionada com os padrões de convecção no interior do manto. À medida que as placas tectônicas migram pelo planeta, o fundo oceânico é subduzido sob as orlas das placas nos limites convergentes. Paralelamente, a ascensão de material mantélico nos limites divergentes cria dorsais meso-oceânicas. A combinação destes processos recicla continuamente a crosta oceânica no manto. Por causa desta reciclagem, a maior parte da crosta oceânica tem menos de 100 milhões de anos de idade. A crosta oceânica mais antiga situa-se no Pacífico Ocidental, e tem uma idade estimada de 200 milhões de anos.[84][85] Comparando, a crosta continental datada mais antiga tem 4 030 milhões de anos de idade.[86] Outras placas dignas de nota são a placa arábica, a placa caribenha, a placa de Nazca ao largo da costa ocidental da América do Sul e a placa de Scotia no Atlântico Sul. A placa indiana fundiu-se com a placa australiana há entre 50 e 55 milhões de anos. As placas com velocidade de deslocamento maior são as placas oceânicas, com a placa de Cocos a avançar à velocidade de 75 mm/ano[87] e a placa do Pacífico que se move a 52–69 mm/ano. No outro extremo, a placa com deslocamento mais lento é a placa eurasiática, que se desloca a uma velocidade típica de aproximadamente 21 mm/ano.[88] [editar] Superfície Ver artigos principais: Superfície terrestre, Acidente geográfico, Lista de extremos da Terra. Altimetria e batimetria da Terra atual. O relevo da superfície terrestre varia significativamente de local para local. Cerca de 70,8% [89] da superfície terrestre está coberta por água, com grande parte da plataforma continental situada abaixo do nível do mar. A superfície submergida possui características montanhosas, incluindo um sistema de dorsal meso-oceânica global, bem como vulcões submarinos,[60] fossas oceânicas, cânions submarinos, planaltos oceânicos e planícies abissais. Os restantes 29,2% não cobertos por água consistem de montanhas, desertos, planícies, planaltos e outras geomorfologias. As formas da superfície da Terra sofrem mudanças ao longo de períodos de tempo geológicos devido ao efeito da erosão e da tectônica. Estruturas superficiais criadas ou deformadas pela tectônica de placas estão continuamente sujeitas à meteorização causada pela precipitação, ciclos térmicos e efeitos químicos. Glaciações, erosão costeira, recifes de coral e grandes impactos de meteoritos, atuam também na alteração das formas da superfície terrestre.[90] A crosta continental consiste de material com densidade menor, como as rochas ígneas granito e andesito. O basalto, uma rocha vulcânica densa que é o principal constituinte dos fundos oceânicos, é menos comum.[91] As rochas sedimentares formam-se a partir da acumulação de sedimentos que são compactados. Quase 75% das superfícies continentais estão cobertas por rochas sedimentares, apesar de elas formarem apenas 5% da crosta.[92] A terceira forma de material rochoso encontrada na Terra são as rochas metamórficas, criadas pela transformação de tipos de rocha pré-existentes por meio de altas pressões, altas temperaturas, ou ambas. Entre os minerais silicatados mais abundantes à superfície da Terra incluem-se o quartzo, os feldspatos, anfíbola, mica, piroxênio e olivina.[93] Minerais carbonatados comuns incluem calcita (encontrada nos calcários) e dolomita.[94] A pedosfera é a camada mais externa da Terra que é composta por solo, e está sujeita à pedogênese. Existe no interface da litosfera, atmosfera, hidrosfera e da biosfera. Atualmente, cerca de 13,31% da superfície de terra firme do planeta é arável, com apenas 4,71% suportando culturas permanentes.[6] Cerca de 40% da terra firme é utilizada para pastagem e cultivo, com 3,4×107 km² utilizados para pastagem e 1,3×107 km² utilizados para cultivo.[95] A elevação dos terrenos em terra firme varia desde um mínimo de −418 m no Mar Morto até aos 8 848m no topo do Monte Everest (estimativa de 2005). A altura média da terra situada acima do nível do mar é de 840 m.[96] [editar] Hidrosfera Ver artigo principal: Hidrosfera Histograma de altitudes da superfície terrestre. A abundância de água na superfície da Terra é uma característica única que distingue o "Planeta Azul" dos outros planetas do Sistema Solar. A hidrosfera da Terra consiste principalmente de oceanos, mas tecnicamente inclui todas as superfícies aquáticas do mundo, incluindo mares interiores, lagos, rios, e águas subterrâneas até à profundidade de 2 000 m. O local situado a maior profundidade debaixo de água é a depressão Challenger na fossa das Marianas, no Oceano Pacífico, com uma profundidade de -10 911,4 m.[nota 10][97] A massa dos oceanos é aproximadamente 1,35 ×1018 toneladas, ou cerca de 1/4400 da massa total da Terra. Os oceanos cobrem uma área de 3,618×108 km2 com uma profundidade média de 3 682 m, resultando num volume estimado de 1,332×109 km3.[98] Se toda a superfície da Terra fosse estendida de maneira uniforme, a água atingiria uma altitude superior a 2,7 km.[nota 11] Cerca de 97,5% da água é salgada, sendo os 2,5% restantes água doce. A maior parte da água doce, cerca de 68,7%, é atualmente gelo.[99] A salinidade média dos oceanos da Terra é aproximadamente 35 gramas de sal por quilograma de água do mar. (35 ‰).[100] A maior parte deste sal foi libertada pela atividade vulcânica ou extraída de rochas ígneas frias.[101] Os oceanos são também um reservatório de gases atmosféricos dissolvidos, que são essenciais para a sobrevivência de muitas formas de vida aquáticas.[102] A água do mar tem uma influência importante sobre o clima do mundo, com os oceanos a funcionarem como um grande reservatório de calor.[103] Alterações na distribuição da temperatura dos oceanos podem causar mudanças climáticas significativas, como o El Niño.[104] [editar] Atmosfera Ver artigo principal: Atmosfera terrestre A Terra possui uma atmosfera, cuja pressão na superfície é, em média, de 101,325 kPa, com uma altura de escala de 8,5 km.[3] É composta por 78% nitrogênio e 21% oxigênio, com traços de vapor de água, dióxido de carbono e outras moléculas gasosas. A altura da troposfera varia com a latitude variando entre os 8 km nos polos e os 17 km no equador, com alguma da variação resultante do tempo e de fatores sazonais.[105] A atmosfera terrestre é composta por diferentes camadas: troposfera, estratosfera, mesosfera, termosfera e exosfera, organizadas em ordem crescente da distância à superfície terrestre. A biosfera terrestre alterou significativamente a atmosfera da Terra desde sua formação. O surgimento da fotossíntese, há 2,7 bilhões de anos, permitiu a formação de uma atmosfera composta primariamente de oxigênio e nitrogênio. Esta mudança permitiu a proliferação de organismos aeróbicos, bem como a formação de uma camada de ozônio, que bloqueia a radiação ultravioleta, permitindo a vida sobre terra. Outras funções atmosféricas importantes para a vida na Terra são o transporte de vapor de água, o fornecimento de gases úteis, a proteção contra pequenos meteoros que se desintegram na atmosfera (visto que a maioria se desintegra devido ao intenso calor na entrada atmosférica antes de impactar a superfície terrestre), e a moderação da temperatura.[106] Este último fenômeno é conhecido como o efeito estufa: pequenas quantidades de gases na atmosfera absorvem a energia térmica emitida pela superfície, aumentando assim a temperatura média do planeta. Dióxido de carbono, vapor de água, metano e ozônio são os principais gases do efeito estufa na atmosfera terrestre. Sem este efeito de retenção do calor, a temperatura média na superfície terrestre seria de −18 °C, e a vida provavelmente não existiria.[89] [editar] Tempo e clima Ver artigos principais: Tempo (meteorologia), clima, troposfera. Imagem de satélite da nebulosidade sobre a Terra obtida usando o Moderate-Resolution Imaging Spectroradiometer da NASA. A atmosfera terrestre não possui um limite exterior, tornando-se cada vez mais rarefeita e desvanecendo-se no espaço exterior. Três quartos da massa da atmosfera terrestre estão contidos dentro dos primeiros 11 km acima da superfície. Esta camada mais baixa chama-se troposfera. A energia do Sol aquece esta camada, e a superfície abaixo, causando a expansão do ar. Este ar menos denso ascende e é substituído por ar mais frio e mais denso. O resultado é a circulação atmosférica, que gera o tempo e o clima no planeta, por meio da redistribuição da energia térmica.[107] As principais faixas de circulação atmosférica consistem nos ventos alísios na região equatorial até aos 30º de latitude e nos ventos do oeste nas latitudes entre 30° e 60°.[108] As correntes oceânicas também são fatores importantes na determinação do clima, especialmente a circulação termoalina, que distribui a energia térmica dos oceanos equatoriais para as regiões polares.[109] O vapor de água gerado pela evaporação superficial é transportado pela circulação atmosférica. Quando as condições atmosféricas permitem a ascensão de ar quente e húmido, esta água condensa-se em nuvens, e volta à superfície na forma de precipitação.[107] A maior parte desta água é então transportada para regiões mais baixas da superfície terrestre pelos rios, e usualmente regressa aos oceanos ou é depositada em lagos. Este ciclo da água, é um mecanismo vital para a manutenção da vida na Terra, e é um fator primário na erosão de formas da superfície terrestre ao longo de períodos geológicos. Os padrões de precipitação variam amplamente, variando desde vários metros de água por ano até menos de um milímetro. Esta variação é determinada pela circulação atmosférica, características topológicas e diferenças de temperatura.[110] A quantidade de energia solar que atinge a Terra diminui com o aumento da latitude. A latitudes mais altas a luz solar atinge a superfície com ângulos de incidência menores e tem de atravessar colunas mais espessas da atmosfera. Como resultado, a temperatura média anual do ar ao nível do mar diminui cerca de 0,4 °C por cada grau de latitude à medida que nos afastamos do equador.[111] A Terra pode ser subdividida em vários faixas latitudinais de clima aproximadamente homogêneo. Variando do equador para os polos, estes são os climas tropicais, subtropicais, temperados e polares.[112] O clima também pode ser classificado com base na temperatura e precipitação, com as regiões climáticas caracterizadas por massas de ar relativamente uniformes. A classificação climática de Köppen, muito utilizada, inclui cinco grupos (tropical húmido, árido, húmido de latitude moderada, continental e polar frio), que estão divididos em subgrupos mais específicos.[108] [editar] Alta atmosfera A Lua parcialmente obscurecida e deformada pela atmosfera terrestre. Acima da troposfera, a atmosfera é geralmente dividida em estratosfera, mesosfera e termosfera.[106] Cada uma destas camadas possui o seu próprio gradiente adiabático, definindo a taxa de variação da temperatura com a altitude. Para lá destas camadas, localiza-se a exosfera, que se desvanece na magnetosfera onde o campo magnético terrestre interage com o vento solar.[113] Na estratosfera encontra-se a camada de ozônio, um componente que absorve uma parcela significativa da radiação ultravioleta solar e que é, por essa razão, importante para a vida na Terra. Não existe uma fronteira definida entre a atmosfera e o espaço, porém, a linha de Kármán, uma região 100 km acima da superfície terrestre, é utilizada como uma definição funcional de fronteira entre a atmosfera e o espaço.[114] A energia térmica faz com que algumas moléculas na orla exterior da atmosfera terrestre tenham a sua velocidade aumentada ao ponto de poderem escapar à gravidade terrestre. Isto resulta na perda gradual e constante da atmosfera para o espaço. O hidrogênio não fixado, devido à sua baixa massa molecular, pode atingir a velocidade de escape mais facilmente e por isso a taxa de perda de hidrogênio é maior do que a de outros gases.[115] A perda de hidrogênio para o espaço contribui para que a Terra tenha passado de um estado inicialmente redutor para o seu estado oxidante atual. A fotossíntese forneceu uma fonte de oxigênio livre, mas acredita-se que a perda de agentes redutores como o hidrogênio foi um fator necessário para a acumulação em grande escala de oxigênio na atmosfera terrestre.[116] Assim sendo, o escape de hidrogênio pode ter influenciado a natureza da vida que se desenvolveu no planeta.[117] Na atual atmosfera rica em oxigênio, a maior parte do hidrogênio livre é convertida em água antes de ter a oportunidade de escapar. Ao invés disso, a principal causa da perda de hidrogênio na atmosfera é a decomposição do metano na alta atmosfera.[118] [editar] Campo magnético Diagrama da magnetosfera terrestre. Ver artigo principal: Campo magnético terrestre O campo magnético terrestre possui aproximadamente o formato de um dipolo magnético, com os polos presentemente localizados próximos aos polos geográficos do planeta. No equador do campo magnético, a força do campo magnético à superfície do planeta é 3,05 × 10−5 T, com momento de dipolo magnético global de 7,91 × 1015 T m3.[119] De acordo com a teoria do dínamo, o campo magnético terrestre é gerado no interior do núcleo exterior em fusão, onde o calor gera deslocamentos convectivos de materiais condutores, gerando correntes elétricas. Estas, por seu lado, produzem o campo magnético terrestre. Os deslocamentos convectivos no núcleo externo são caóticos; os polos magnéticos migram e o seu alinhamento muda periodicamente. Tal resulta em inversões geomagnéticas a intervalos irregulares, em média a cada milhão de anos. A inversão mais recente ocorreu há aproximadamente 700 mil anos.[120][121] O campo magnético forma a magnetosfera terrestre, que desvia as partículas do vento solar. A orla de sotavento do choque em arco está localizada a cerca de 13 raios terrestres. A colisão do campo magnético com o vento solar forma os cinturões de Van Allen, um par de regiões de partículas carregadas concêntricas e em forma de toro. Quando o plasma do vento solar entra na atmosfera terrestre nos polos magnéticos é criada uma aurora polar.[122] [editar] Rotação e translação [editar] Rotação Ver artigo principal: Rotação da Terra A inclinação axial terrestre e sua relação com o eixo de rotação e o plano orbital. O período de rotação da Terra relativamente ao Sol (um dia solar) é de 86 400 segundos de tempo solar (86 400,0025 segundos SI).[123] Como o dia solar da Terra é atualmente um pouco mais longo do que era durante o século XIX, devido à aceleração de maré, cada dia é entre 0 e 2 ms mais longo.[124][125] O período de rotação da Terra relativamente às estrelas fixas, o chamado dia estelar de acordo com o Serviço Internacional da Rotação da Terra (SIRT), é de 86 164,098903691 segundos de tempo solar médio (UT1), ou 23 horas, 56 minutos, 4,098903691 segundos.[9][nota 12] O período de rotação da Terra relativamente à precessão dos equinócios, o chamado dia sideral, é de 86 164,09053083288 segundos de tempo solar médio, ou 23 horas, 56 minutos, 4,09053083288 segundos.[9] Portanto, o dia sideral é menor do que o dia estelar em cerca de 8,4 milissegundos.[126] A duração do dia solar médio em segundos SI está disponível no SIRT para os períodos 1623–2005[127] e 1962–2005.[128] Excluindo meteoros no interior da atmosfera terrestre e satélites de órbita baixa, o movimento aparente dos corpos celestes no céu terrestre faz-se para oeste, à razão de 15°/h = 15'/min. Para corpos próximos do equador celeste isto é equivalente ao diâmetro aparente do Sol ou da Lua a cada dois minutos, uma vez que os tamanhos aparentes do Sol e da Lua são idênticos quando observados desde a superfície do planeta.[129][130] [editar] Órbita Ver artigo principal: Translação da Terra A Terra orbita o Sol a uma distância média de cerca de 150 milhões de quilômetros, a cada 365,2564 dias solares médios, ou um ano sideral. A partir da Terra, isto dá ao Sol um movimento aparente em direção a leste, relativamente às estrelas, a uma taxa de 1°/dia, ou um diâmetro aparente do Sol ou da Lua a cada 12 horas. Por causa deste movimento, a Terra leva em média 24 horas - um dia solar - a completar uma rotação completa em torno do seu eixo até o Sol retornar ao meridiano. A velocidade orbital média da Terra é de 29,8 km/s (107 000 km/h), rápido o suficiente para percorrer o diâmetro do planeta (aproximadamente 12 600 km) em sete minutos, e a distância entre a Terra e a Lua (384 000 km) em quatro horas.[3] A Lua gira com a Terra em torno de um baricentro comum, a cada 27,32 dias, relativamente às estrelas de fundo. Quando combinado com a revolução comum do sistema Terra-Lua em torno do Sol, o período do mês sinódico, de uma lua nova à seguinte, é de 29,53 dias. Vistos do polo norte celeste, o movimento da Terra, da Lua, e suas rotações axiais, são todos anti-horários. Quando a Terra e o Sol são vistos do espaço, desde uma posição acima dos polos norte dos dois corpos celestes, a direção aparente da translação terrestre em torno do Sol é anti-horária. Os planos orbitais e axiais não estão precisamente alinhados: a Terra apresenta uma inclinação axial de 23,5 graus, a contar da perpendicular ao plano Terra-Sol, e o plano Terra-Lua tem uma inclinação de 5 graus em relação ao plano Terra-Sol. Na ausência desta inclinação, ocorreriam eclipses a cada duas semanas, alternando entre eclipses lunares e solares.[3][131] O raio da esfera de Hill, ou esfera de influência gravitacional, da Terra é de 1,5 Gm (1 500 000 km).[132][nota 13] Esta é a distância máxima dentro do qual a influência da gravidade da Terra é maior do que a influência da gravidade do Sol e dos outros planetas.[133] Objetos orbitando a Terra precisam ficar dentro desta esfera, ou poderão ser libertados pela perturbação gravitacional do Sol. Ilustração da Via Láctea, mostrando a localização do Sol. A Terra, em conjunto com o Sistema Solar, está localizada dentro da galáxia Via Láctea, orbitando a cerca de 28 000 anos-luz do centro da galáxia. Presentemente, o Sistema Solar está localizado 20 anos-luz acima do plano equatorial da galáxia, no Braço de Órion.[134] [editar] Inclinação axial Ver artigo principal: Inclinação axial Por causa da inclinação axial da Terra, a quantidade de luz solar recebida por um ponto qualquer na superfície terrestre varia ao longo do ano. Isto resulta na variação sazonal do clima, com os verões no hemisfério norte a ocorrerem quando o polo está voltado para o Sol, e o inverno ocorrendo quando o polo está voltado para a direção oposta à do Sol. No hemisfério sul, a situação é invertida, visto que o polo sul está orientado na direção oposta do polo norte. Durante o verão, os dias são mais longos, e o Sol sobe mais alto no céu. Durante o inverno, o clima torna-se no geral mais frio, e os dias mais curtos. As diferenças sazonais aumentam à medida que se viaja em direção aos polos, sendo um caso extremo o que ocorre acima do Círculo Polar Ártico e abaixo do Círculo Polar Antártico, durante uma parte do ano em que tais regiões não recebem luz solar - uma noite polar. A Terra e a Lua vistas de Marte pelo Mars Reconnaissance Orbiter. Do espaço, a Terra pode ser vista a passar por fases similares às da Lua. Por convenção astronômica, as quatro estações do ano são determinadas pelos solstícios - os pontos de maior inclinação axial na órbita terrestre - e os equinócios, quando a direção da inclinação axial e a direção ao Sol são perpendiculares. O solstício de inverno ocorre em 21 de dezembro, o solstício de verão em 21 de junho, o equinócio de primavera em 20 de março, e o equinócio de outono em 23 de setembro.[135] O ângulo da inclinação axial da Terra é relativamente estável durante longos períodos de tempo. Porém, esta inclinação sofre nutação - um movimento ligeiro e irregular, com um período principal de 18,6 anos. A orientação do ângulo também muda com o tempo, completando uma precessão circular a cada 25 800 anos; esta precessão é a causa da diferença entre um ano sideral e um ano tropical. Ambos os movimento são causados pela atração gravitacional variável do Sol e da Terra sobre a saliência equatorial do planeta. Na perspetiva da Terra, os polos terrestres também migram alguns metros por ano ao longo da superfície do planeta. Este movimento polar possui vários componentes cíclicos, que são chamados coletivamente movimento quasi-periódico. Além do componente anual deste movimento, existe um ciclo de 14 meses, chamado de bamboleio de Chandler. A velocidade de rotação da Terra também varia, em um fenômeno chamado de variação da duração do dia.[136] Em tempos modernos, o periélio da Terra ocorre em 3 de janeiro, e o afélio em torno de 4 de julho. Porém, estas datas variam ao longo do tempo, devido à precessão e outros fatores orbitais que seguem padrões cíclicos conhecidos como ciclos de Milankovitch. A distância variável entre a Terra e o Sol resulta em um aumento de 6,9%[nota 14] na energia solar que alcança a Terra no periélio, relativamente ao afélio. Visto que o hemisfério sul da Terra está inclinado em direção ao Sol aproximadamente no mesmo período do periélio, a quantidade de energia solar recebida pelo hemisfério sul é ligeiramente maior do que a recebida pelo hemisfério norte, ao longo de um ano. Porém, este efeito é muito menos significativo do que a variação total da energia devida à inclinação axial, e a maior parte deste excesso é absorvida pela maior proporção de água existente no hemisfério sul.[137] [editar] Lua Características Diâmetro 3 474,8 km Massa 7,349×1022 kg Semieixo maior 384 400 km Período orbital 27 d 7 h 43,7 m Ver artigo principal: Lua A Lua é um satélite natural, relativamente grande e similar a um planeta telúrico com diâmetro cerca de um quarto daquele da Terra. É o maior satélite do Sistema Solar, relativamente ao tamanho de seu planeta, embora Caronte possua um maior tamanho relativo, em comparação ao planeta anão que orbita, Plutão. Os satélites naturais orbitando outros planetas são chamados de "luas", em referência à Lua da Terra. A atração gravitacional entre a Terra e a Lua causa as marés na Terra. Este mesmo efeito na Lua conduziu ao seu chamado acoplamento de maré: os períodos de rotação e de translação da Lua à volta da Terra são iguais. Como resultado, apresenta-se sempre com o mesmo lado quando vista da Terra. À medida que a Lua orbita a Terra, diferentes partes da Lua são iluminadas pelo Sol, criando as fases lunares; a parte escura da Lua é separada da parte visível pelo terminador. Detalhes do sistema Terra-Lua. Além do raio de cada objeto, é indicado o raio ao baricentro de Terra-Lua. Imagens da NASA. Dados da NASA. O eixo da Lua é determinado por meio da terceira lei de Cassini. Devido à interação das suas marés, a Lua afasta-se da Terra à razão de 38 milímetros por ano. Ao longo de milhões de anos, estas pequenas modificações - e o aumento da duração de um dia terrestre em cerca de 23 microssegundos por ano - resultam em alterações significativas.[138] Durante o período Devoniano, por exemplo, (há cerca de 410 milhões de anos) um ano terrestre tinha 400 dias (com cada dia a durar ligeiramente menos que 22 horas).[139] A Lua pode ter afetado dramaticamente o desenvolvimento da vida ao moderar o clima do planeta. Evidências paleontológicas e simulações de computador mostram que a inclinação axial do planeta é estabilizada pelas interações de maré com a Lua.[140] Alguns teóricos acreditam que sem esta estabilização contra os torques exercidos pelo Sol e planetas sobre a saliência equatorial da Terra (consequência do seu achatamento nos polos), o eixo de rotação desta última poderia ser caoticamente instável, com mudanças caóticas ao longo de milhões de anos, como aparenta ser o caso de Marte.[141] A Lua está localizada a uma distância da Terra a qual permite que, quando vista desta última, tenha um diâmetro aparente aproximadamente igual ao do Sol. O diâmetro angular destes dois corpos é bastante similar, pois apesar de possuir um diâmetro real cerca de 400 vezes maior do que a Lua, o Sol também está situado a uma distância 400 vezes maior que aquela entre a Terra e a Lua. A teoria mais aceita sobre a origem da Lua, a hipótese do grande impacto, argumenta que a Lua se formou após a colisão entre a Terra e um protoplaneta com o tamanho de Marte chamado Theia. Esta hipótese explica (entre outras coisas) a menor abundância relativa de ferro e elementos voláteis na Lua, e o fato de a sua composição ser bastante similar à da crosta terrestre.[142] A Terra possui ao menos cinco quasi-satélites, incluindo 3753 Cruithne e 2002 AA29.[143][144] Representação, à escala, dos tamanhos relativos e da distância média entre a Terra e a Lua. [editar] Habitabilidade Ver artigo principal: Habitabilidade planetária Um planeta habitável é aquele que pode sustentar vida, mesmo que esta não se tenha originado nesse planeta. A Terra fornece as condições atualmente entendidas como necessárias, que são água no estado líquido, um ambiente onde moléculas orgânicas complexas se podem formar, e energia suficiente para sustentar o metabolismo.[145] A distância entre a Terra e o Sol, bem como sua excentricidade orbital, taxa de rotação, inclinação axial, história geológica, sua atmosfera e seu campo magnético protetor, todos contribuem para produzir e manter as condições que se crêem necessárias ao aparecimento e manutenção da vida no planeta.[146] Planisfério evidenciando as regiões terrestres e marinhas de maior produtividade. [editar] Biosfera Ver artigo principal: Biosfera A Terra é o único local onde se sabe existir vida. O conjunto das formas de vida do planeta é por vezes designado "biosfera".[147] A biosfera provavelmente começou a evoluir há 3,5 bilhões de anos.[148] Divide-se em biomas, habitados por fauna e flora similares nos seus traços gerais. Nas áreas continentais os biomas são separados primariamente pela latitude, altitude e umidade. Os biomas localizados no interior dos Círculos Polares Ártico ou Antártico, a grande altitude e em regiões extremamente áridas são pobres em plantas e animais; a biodiversidade é maior nas terras baixas e úmidas da região equatorial.[149] [editar] Recursos naturais e uso da terra Ver artigo principal: Recurso natural A Terra fornece recursos que são exploráveis pela espécie humana para fins úteis. Alguns destes recursos são não-renováveis, como os combustíveis fósseis, recursos difíceis de serem repostos em um período curto de tempo. Grandes depósitos de combustíveis fósseis existem na crosta terrestre, consistindo de carvão, petróleo, gás natural e clatrato de metano. Estes depósitos são utilizados pela humanidade seja para produção de energia, seja como matérias-primas para a indústria química. Depósitos minerais também se formaram na crosta terrestre, por meio de processos de formação de depósitos minerais, resultantes da erosão e da tectônica de placas.[150] Estes depósitos constituem fontes concentradas de vários metais e de elementos químicos úteis. A biosfera terrestre produz vários produtos biológicos úteis para a humanidade, incluindo (mas de longe não limitados a), comida, madeira, produtos farmacêuticos, oxigênio, e reciclagem de vários lixos orgânicos. O ecossistema terrestre depende da existência de solo e de água doce, e o ecossistema oceânico depende de nutrientes dissolvidos arrastados das regiões continentais do planeta.[151] O uso das áreas terrestres pela humanidade, em 1993, era: Uso da terra Terra arável Culturas permanentes Pastagens permanentes Florestas e bosques Áreas urbanas Outros Percentagem 13,13%[6] 4,71%[6] 26% 32% 1,5% 30% A área estimada de terra irrigada em 1993 era de 2 481 250 km².[6] [editar] Perigos naturais e ambientais Vastas áreas do planeta estão sujeitas a condições climáticas extremas, tais como ciclones, furacões ou tufões, que dominam a vida nestas áreas. Muitos locais estão sujeitos a sismos, tsunamis, erupções vulcânicas, tornados, dolinas, tempestades de neve, inundações, secas prolongadas, e outras calamidades e desastres naturais.[6] Muitas áreas localizadas estão sujeitas à poluição de origem humana do ar e da água, chuva ácida e substâncias tóxicas, perda de vegetação (sobrepastoreio, desflorestação, desertificação), perda da vida selvagem, extinção de espécies, degradação do solo, esgotamento do solo, erosão, e introdução de espécies invasoras.[6] Segundo as Nações Unidas, existe um consenso científico que liga as atividades humanas ao aquecimento global devido às emissões industriais de dióxido de carbono. Prevê-se que este aquecimento global produza mudanças tais como o derretimento das geleiras e dos mantos de gelo, variações de temperatura mais extremas, mudanças significativas nas condições do tempo, e uma subida do nível médio do mar.[152] [editar] Geografia humana Ver artigos principais: Geografia humana, Mundo. A cartografia, ou o estudo e prática da elaboração de mapas, e indiretamente a geografia, têm sido ao longo da história disciplinas dedicadas à representação da Terra. A topografia, ou a determinação de localizações e distâncias, e em menor grau a navegação, ou a determinação da posição e direção, desenvolveram-se lado a lado com a cartografia e a geografia, fornecendo e quantificando adequadamente a informação necessária. Em 12 de dezembro de 2009 a Terra tinha aproximadamente 6 803 000 000 habitantes humanos.[153] As projeções indicam que a população mundial atingirá os 7 bilhões em 2013 e os 9,2 bilhões em 2050.[154] A maior parte do crescimento deverá ocorrer nos países em desenvolvimento. A densidade populacional humana varia amplamente pelo mundo, mas a maioria vive na Ásia. Crê-se que em 2020, 60% da população viva em áreas urbanas.[155] Estima-se que apenas um oitavo da superfície da Terra seja adequada para os humanos habitarem - três quartos estão cobertos por oceanos, e metade da área de terra ou é deserto (14%),[156] alta montanha (27%),[157] ou outro terreno menos adequado. O assentamento humano situado mais a norte é Alert, na ilha de Ellesmere em Nunavut, Canadá.[158] (82°28′N) O assentamento humano situado mais a sul é a Estação Polo Sul Amundsen-Scott, na Antártica, no Polo Sul geográfico.[159] A Terra à noite, numa imagem composta com base em dados de iluminação do solo do DMSP/OLS sobre uma imagem noturna simulada do mundo. Esta imagem não é fotográfica e muitas das características são mais brilhantes do que se apresentariam a um observador direto. Nações soberanas independentes reclamam para si a totalidade da superfície terrestre, excetuando-se algumas partes da Antártica[160] e a ímpar área não-reclamada de Bir Tawil entre o Egito e o Sudão. Em 2011 existem 203 estados soberanos, incluindo os 192 estados-membros das Nações Unidas. Além destes, existem 59 territórios dependentes, e várias áreas autônomas ou disputadas e outras entidades.[6] Historicamente, a Terra nunca teve um governo soberano com autoridade sobre a totalidade do mundo, embora vários estados-nação tenham, sem sucesso, aspirado à dominação mundial.[161] A Organização das Nações Unidas é uma organização intergovernamental que foi criada com o objetivo de intervir em disputas entre nações, de maneira a evitar conflitos armados.[162] Não é, contudo, um governo mundial. Serve primeiramente como um fórum da diplomacia e lei internacionais. Quando o consenso entre os membros o permite, constitui um mecanismo de intervenção armada.[163] O primeiro humano a orbitar a Terra foi Iuri Gagarin em 12 de abril de 1961.[164] Ao todo, e até 2004, cerca de 400 pessoas visitaram o espaço exterior e entraram em órbita à volta da Terra, e destas, doze caminharam sobre a Lua.[165][166][167] Normalmente os únicos humanos no espaço são os que se encontram na Estação Espacial Internacional. A tripulação da estação, atualmente constituída por seis pessoas, é geralmente substituída de seis em seis meses.[168] A distância maior desde a Terra que os humanos percorreram foi de 400 171 km, durante a missão Apollo 13 em 1970.[169] [editar] A Terra na cultura A primeira foto alguma vez tomada de um nascer da Terra, da Apollo 8. O nome Terra não tem origem no nome de um Deus grego ou romano, como é o caso dos restantes planetas. A palavra deriva do latim terra[170], que significa solo, região, país.[171] O símbolo astronômico da Terra é uma cruz envolvida por um círculo.[172] Ao contrário dos restantes planetas do Sistema Solar, a humanidade começou a ver a Terra como um objeto móvel em órbita à volta do Sol apenas no século XVI.[173] A Terra foi personificada em várias culturas como uma deidade, em particular, como uma deusa. Em várias culturas, a deusa-mãe, também chamada de Terra Mãe, é uma deidade da fertilidade. Mitos de criação de várias religiões incluem histórias envolvendo a criação da Terra por uma ou mais deidades sobrenaturais. Uma variedade de grupos religiosos, muitas vezes associados com ramos fundamentalistas do protestantismo[174] e do islão,[175] argumentam que suas interpretações destes mitos de criação em textos sagrados são literalmente verdadeiras e deveriam ser consideradas paralelamente ou substituir os argumentos científicos sobre a criação da Terra e a origem e desenvolvimento da vida.[176] A comunidade científica, bem como outros grupos religiosos, opõem-se a estes argumentos.[177][178][179][180][181] Um exemplo proeminente é a controvérsia entre criacionismo e evolução. No passado, existiram graus variáveis de crença na hipótese da Terra plana,[182] mas tal ideia foi substituída pelo conceito da Terra esférica devido à observação e circum-navegação da Terra.[183] A perspectiva humana da Terra mudou desde o advento das viagens espaciais, e a biosfera é atualmente vista desde uma perspectiva global e integrada.[184][185] Um exemplo é o crescimento do movimento ambiental, que se preocupa com as consequências das atividades humanas no planeta.[186] * Este artigo foi inicialmente traduzido do artigo da Wikipédia em inglês, cujo título é Earth, especificamente desta versão. [editar] Notas 1. ↑ a b afélio = a × (1 + e); periélio = a × (1 - e), em que a é o eixo semimaior e e é a excentricidade. 2. ↑ A referência lista longitude do periélio, a qual é a soma da longitude do nó ascendente e do argumento do periélio. Ou seja, 114.20783° + (-11.26064°) = 102.94719°. 3. ↑ A referência lista a longitude do nó ascendente como sendo -11.26064°, o que equivale a 348.73936° pois qualquer ângulo é igual a si mesmo mais 360°. 4. ↑ Por causa de flutuações naturais, ambiguidades sobre plataformas de gelo, e convenções de cartografia sobre data verticais, valores exatos sobre a extensão de terra e oceanos não são significativos. Com base em dados do Mapa Vectorial e em conjuntos de dados de Global Landcover, os valores extremos para a extensão de lagos e cursos de água são 0,6% e 1,0% da superfície da Terra. Os mantos de gelo da Antártica e Groenlândia são contabilizados como terra, ainda que muita da rocha que os suporta se encontre abaixo do nível do mar. 5. ↑ No presente, os restantes planetas do sistema solar são ou demasiado quentes ou demasiado frios para poderem suportar água líquida nas suas superfícies em equilíbrio vapor-líquido. Até 2007 foi detectado vapor de água na atmosfera de apenas um único planeta extra-solar, e trata-se de um gigante gasoso. Ver: Tinetti, G.; Vidal-Madjar, A.; Liang, M.C.; Beaulieu, J. P.; Yung, Y.; Carey, S.; Barber, R. J.; Tennyson, J.; Ribas, I (July 2007). "Water vapour in the atmosphere of a transiting extrasolar planet". Nature 448 (7150): 169–171. DOI:10.1038/nature06002. PMID 17625559. 6. ↑ O número de dias solares é menor do que o número de dias siderais (por exatamente um dia) porque o movimento orbital da Terra em torno do Sol resulta em uma revolução adicional do planeta em torno de seu eixo. 7. ↑ Localmente varia entre os 5 e 200 km. 8. ↑ Localmente varia entre os 5 e 70 km. 9. ↑ Incluindo a placa somali, a qual se encontra atualmente no processo de formação a partir da placa africana. Ver: Chorowicz, Jean (October 2005). "The East African rift system". Journal of African Earth Sciences 43 (1–3): 379–410. DOI:10.1016/j.jafrearsci.2005.07.019. 10. ↑ Esta é a medição efetuada pelo navio Kaikō em Março de 1995 e crê-se que seja a mais exata medição até à data. 11. ↑ A área total da superfície da Terra é 5.1×108 km2. Numa primeira aproximação, a profundidade média seria a razão entre os dois, ou 2,7 km. 12. ↑ Aoki, a fonte original destes dados, utiliza o termo "segundos de UT1" ao invés de "segundos de tempo solar médio".Aoki, S. (1982). "The new definition of universal time". Astronomy and Astrophysics 105 (2): 359–361. 13. ↑ Para a Terra, a esfera de Hill é \begin{smallmatrix} R_H = a\left ( \frac{m}{3M} \right )^{\frac{1}{3}} \end{smallmatrix}, onde m é a massa da Terra, a é uma Unidade Astronômica, e M é a massa do Sol. Assim sendo, o raio em UA é de cerca de: \begin{smallmatrix} \left ( \frac{1}{3 \cdot 332,946} \right )^{\frac{1}{3}} = 0.01 \end{smallmatrix}. 14. ↑ O afélio corresponde a 103,4% da distância do periélio. Devido à lei do quadrado inverso, a radiação solar recebida pelo planeta no periélio é de 106,9% em relação ao afélio. Referências 1. ↑ a b Standish, E. Myles; Williams, James C. Orbital Ephemerides of the Sun, Moon, and Planets (PDF) (em inglês). International Astronomical Union Commission 4: (Ephemerides). Ver tabela 8.10.2. Cálculo baseado em 1 UA = 149,597,870,700(3) m. 2. ↑ IERS Working Groups (2003). "General Definitions and Numerical Standards". McCarthy, Dennis D.; Petit, Gérard IERS Technical Note No. 32, U.S. Naval Observatory and Bureau International des Poids et Mesures. Página visitada em 3 de agosto de 2008. 3. ↑ a b c d e f g h i j k l Williams, David R. (1 de setembro de 2004). Earth Fact Sheet (em inglês). NASA. 4. ↑ Allen, Clabon Walter; Cox, Arthur N.. Allen's Astrophysical Quantities (em inglês). [S.l.]: Springer, 2000. pp. 294. ISBN 0-387-98746-0 5. ↑ Pidwirny, Michael (2 de fevereiro de 2006). 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ISBN 0521457599 [editar] Ver também * Geologia * Geodesia * Geografia Commons O Commons possui multimídias sobre Terra Wikiquote O Wikiquote possui citações de ou sobre: Terra [editar] Ligações externas Localização da Terra no espaço Terra - Sistema Solar - Nuvem Interestelar Local - Bolha Local - Estrelas próximas - Braço de Órion - Via Láctea - Grupo Local - Superaglomerado de Virgem - Universo observável - Universo - Multiverso [Expandir] Terra [Expandir] v • e O Sistema Solar Solar System XXX.png O Sol · Mercúrio · Vénus/Vênus · Terra · Marte · Ceres · Júpiter · Saturno · Urano · Neptuno/Netuno · Plutão · Haumea · Makemake · Éris Satélites (Terrestre · Marcianos · Jovianaos · Saturninos · Uranianos · Neptunianos · Plutonianos · Haumeanos · Eridiano) · Anéis (Jovianos · Saturnianos · Uranianos · Neptunianos) Meteoroides · Planetas menores (Asteroides (Cinturão principal) · Centauros · OTNs (Cinturão de Kuiper · Disco disperso) ) · Cometas (Nuvem de Oort) Artigos relacionados: corpo celeste, estrela, planeta, planeta anão, corpo menor do sistema solar e sistema planetário Continentes e regiões da Terra ver • editar Europe (orthographic projection).svg Europa Eurásia Eurásia Eurafrásia Eurafrásia Americas (orthographic projection).svg América North America (orthographic projection).svg América do Norte Central America (orthographic projection).svg América Central South America (orthographic projection).svg América do Sul Africa (orthographic projection).svg África Asia (orthographic projection).svg Ásia Supercontinentes geológicos Gondwana • Laurásia • Pangeia • Pannotia • Rodínia Columbia • Kenorland • Vaalbara Oceania (orthographic projection).svg Oceania Antarctica (orthographic projection).svg Antártida [Expandir]Regiões do mundo Africa (orthographic projection).svg África Magrebe · Norte · Centro · Sul · Ocidente · Oriente · Subsaariana Americas (orthographic projection).svg América Norte · Central (Caribe) · Sul (Cone Sul) (Latina · Anglo) Asia (orthographic projection).svg Ásia Central · Oriente (Extremo Oriente) · Norte (Sibéria) · Sul (Subcontinente indiano) · Sudeste · Ocidente Europe (orthographic projection).svg Europa Ocidente · Centro · Oriente · Norte · Sul Middle East (orthographic projection).svg Oriente Médio Península Arábica · Cáucaso · Levante · Oceania (orthographic projection).svg Oceania Australásia · Melanésia · Micronésia · Polinésia LocationPolarRegions.png Polar Ártico · Antártica LocationOceans.png Oceanos Oceano global · Ártico · Atlântico · Índico · Pacífico · Antártico Veja também Continentes do Planeta [Expandir] v • e Elementos da Natureza Terra História da Terra · Ciências da Terra · Estrutura da Terra · Tectónica de placas · Geologia Tempo Clima · Atmosfera terrestre Vida Biosfera · Abiogénese · Micróbios · Flora · Plantas · Fungos · Fauna · Animais · Biologia Meio ambiente Ecologia · Ecossistema Universo Antimatéria · Energia · Espaço sideral · Espaço-tempo · Matéria Categoria [Expandir] v • e A Via Láctea Localização Universo · Superaglomerado de Virgem · Grupo Local A Via Láctea Centro galáctico Centro da Via Láctea Braços espirais Sagitário-Carina · Scutum-Crux · Norma-Cygnus · Perseus · Órion Galáxias satélites Anãs Boötes · Canes Venatici · Cão Maior · Carina · Draco · Escultor · Fênix · Fornax · Leo I · Leo II · Elíptica de Sagitário · Segue 1 · Esferoidal de Sextans · Ursa Maior I · Ursa Maior II · Ursa Menor Outras Anel de Monoceros · Corrente Estelar de Virgem · Corrente de Magalhães · Grande Nuvem de Magalhães · Pequena Nuvem de Magalhães · Willman 1
História do mundo Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. Ir para: navegação, pesquisa Question book.svg Esta página ou secção não cita nenhuma fonte ou referência, o que compromete sua credibilidade (desde Dezembro de 2008). Por favor, melhore este artigo providenciando fontes fiáveis e independentes, inserindo-as no corpo do texto por meio de notas de rodapé. Encontre fontes: Google — notícias, livros, acadêmico — Scirus. Veja como referenciar e citar as fontes. Searchtool.svg Esta página ou secção foi marcada para revisão, devido a inconsistências e/ou dados de confiabilidade duvidosa. Se tem algum conhecimento sobre o tema, por favor, verifique e melhore a consistência e o rigor deste artigo. Considere utilizar {{revisão-sobre}} para associar este artigo com um WikiProjeto. A história do mundo ou história da humanidade são os registros dos feitos do homo sapiens na Terra desde que passou a ter a capacidade necessária para efetuar tais registros através da escrita. Este momento é tomado como o marco da divisão entre a história e a pré-história, período este no qual os homens já existiam porém eram ainda incapazes de manter tais registros dos acontecimentos. Este período conhecido como história já se estende por aproximadamente mais de quatro mil anos. A história do mundo nos relata descobertas, invenções e os grandes feitos da humanidade. Também estão registrados os costumes de cada época em cada localidade bem como a mudança destes através de revoluções, guerras e catástrofes. Relata também a expansão do conhecimento humano sobre mundo que o cerca e o avanço tecnológico que deste modo foi possível. Índice [esconder] * 1 Origem da humanidade * 2 Surgimento da civilização o 2.1 Revolução agrícola o 2.2 Estrutura social o 2.3 Metais o 2.4 Cultura e religião o 2.5 Crescente fértil * 3 Formação dos impérios o 3.1 Mesopotâmia + 3.1.1 Sumérios + 3.1.2 Acadianos + 3.1.3 Babilônios + 3.1.4 Assírios + 3.1.5 Caldeus o 3.2 Egito Antigo + 3.2.1 Sociedade egípcia + 3.2.2 Religião egípcia + 3.2.3 Antigo Império (3200 a.C. - 2300 a.C.) + 3.2.4 Médio Império (2000 a.C. - 1580 a.C.) + 3.2.5 Novo Império (1580 a.C. - 525 a.C.) + 3.2.6 Época Greco-romana o 3.3 Hebreus o 3.4 Império Persa + 3.4.1 Religião persa o 3.5 Fenícios o 3.6 China Antiga o 3.7 Índia Antiga o 3.8 Japão Antigo o 3.9 África Antiga o 3.10 Grécia antiga + 3.10.1 Mundo minóico + 3.10.2 Cultura Grega o 3.11 Roma Antiga o 3.12 Império Romano o 3.13 Cultura Romana o 3.14 Cristianismo o 3.15 Queda do Império Romano * 4 Islamismo * 5 Império Bizantino * 6 Idade Média * 7 Cultura Medieval * 8 Grandes Mudanças na Idade Média * 9 Renascimento * 10 Renascimento Científico * 11 Reforma Protestante * 12 Descobertas * 13 América Pré-Colombiana o 13.1 Astecas o 13.2 Incas o 13.3 Maias * 14 O Brasil Pré-Colombiano * 15 Descobrimento do Brasil * 16 A Exploração do Pau-Brasil * 17 Os Jesuítas no Brasil * 18 Invasões Holandesas do Brasil * 19 Bandeirantes * 20 Iluminismo * 21 Revolução Industrial * 22 Revolução Francesa * 23 Era Napoleônica * 24 Unificação da Alemanha * 25 Revoluções e guerras o 25.1 Primeira Guerra Mundial o 25.2 Revolução Russa o 25.3 Crise de 1929 o 25.4 Segunda Guerra Mundial * 26 Guerra Fria * 27 Século XXI o 27.1 Mundo depois do 11 de setembro o 27.2 Desastres naturais o 27.3 Economia e política o 27.4 Tecnologia e ciências * 28 Ver também o 28.1 História por períodos o 28.2 História por continentes e países * 29 Referências [editar] Origem da humanidade Ver artigo principal: Pré-história e Evolução humana Os seres humanos apareceram na Terra há mais de 400 mil anos durante o período Paleolítico. O paleolítico traz um longo período de evolução. Na época, a Terra estava em uma era glacial, com um clima muito mais frio que na atualidade. Migrações humanas em todo o globo (os números indicam os milênios antes da nossa era). Os antepassados dos humanos, como o Homo erectus haviam usado ferramentas simples durante milênios, porém, nesta época, as ferramentas melhoraram, fizeram ferramentas mais precisas e complexas. Em algum momento, os humanos começaram a usar o fogo para se aquecer e cozinhar. Também desenvolveram a linguagem, assim como os ritos funerários. Neste período, todos os humanos viviam da caça e da coleta de frutos, sendo nômades; o elemento chave é que não produziam seu próprio sustento. Há uns 50.000 anos, os seres humanos lançaram-se à conquista do planeta em diferentes rumos desde África. Um rumo alcançou a Austrália. A outra chegou a Ásia Central, para logo se dividir em dois, uma a Europa, e a outra caminhou até cruzar o Estreito de Bering e chegou a América. As últimas áreas a ser colonizadas foram as ilhas da Polinésia, durante o primeiro milênio d.C.. Os criacionistas mais literáricos discutem este esquema, baseados nos primeiros capítulos do Gênesis, pois a evidência científica não só colabora contundentemente a origem do homem na África e sua expansão gradual sobre o globo, mas que chegaram a determinar que o relato do Gênesis é uma adaptação de antigas lendas mesopotâmicas coletadas desde a Epopeia de Gilgamesh, e portanto, dificilmente poderia ter conteúdo divino [carece de fontes?]. [editar] Surgimento da civilização Desenho de um arado puxado por boi encontrado no Egito. A vida dos homens estava passando por muitas transformações no momento em que ocorre o surgimento da escrita em diversas partes do planeta. A Revolução Agrícola no período Neolítico fazia o homem trocar a vida nômade baseada na caça, na pesca e na coleta pela vida sedentária, ou seja, com residência fixa. Isso se tornou possível através do desenvolvimento da agricultura e da domesticação dos animais que traziam o alimento necessário para perto da habitação dos homens. As técnicas agrícolas não pararam de se desenvolver levando ao surgimento de técnicas como a irrigação e ferramentas como o arado puxado por animais. Os homens passam a então se agrupar em terras férteis, propícias a agricultura. Destes agrupamentos surgem vilarejos que seriam os embriões de sociedades mais estruturadas e complexas que iriam se formar: civilizações. A tecnologia avançava e as ferramentas de pedra polida eram substituídas pelos metais maleáveis como o cobre, o estanho, o bronze e posteriormente metais rígidos o ferro no que é chamado de Idade dos Metais. É nesse cenário que surge a escrita e as primeiras civilizações. Formam-se governos criando os Estados, criam-se relações de troca que dariam origem aos mercados e a possibilidade de impor a força através de exércitos. Disco celeste de Nebra. [editar] Revolução agrícola Com o descobrimento da agricultura e a da criação de animais, o ser humano começa a cultivar diversos cereais como o arroz, o trigo e o milho, os tubérculos como a batata, em diversas regiões do globo entre o sexto e o quinto milênio a.C.. Assim, deixa de depender da caça, a pesca e a coletação de frutos, se transforma em autossuficiente, e ele adota um modo de vida sedentário (se bem algumas atividades como o pastoreio requereram a prática do nomadismo e do semi-nomandismo). No Japão encontramos um temporão desenvolvido da piscicultura. Também trocavam as práticas alimentícias: inventaram o pão, e também as bebidas alcoólicas. Ao haver crescido em isolamento as primeiras civilizações, as dietas próprias de cada uma foram diversas, em função de aqueles produtos vegetais e animais que existiram em seu entorno imediato. Assim, o porco, a galinha e o arroz foram próprios da dieta da China; o trigo, a vide, a vaca e a ovelha, foram próprios do Oriente Médio e o mundo mediterrâneo; e o milho, o tomate, a batata ou o tabaco foram próprios da América Précolombiana. No entanto, estas barreiras alimentícias foram caindo a medida que as distintas civilizações históricas foram entrando em contato umas com as outras e comercializando entre si. Desta maneira, as espéciarias (pimenta, noz moscada, etc) chegaram desde o Oriente a Europa graças ao comércio muçulmano durante a Idade Média, e distintos produtos americanos fizeram o próprio depois de que América e Europa entraram em contato durante o passar dos séculos XV a XVI. * Primeiras cidades: Jericó, Catal Huyuk, Ur. * Artígos relacionados: urbanização, cidade. [editar] Estrutura social À medida em que os assentamentos urbanos foram crescendo, a sociedade ficou cada vez mais complexa. Para os agricultores, surgiu uma classe social de mercadores, que logo enviaram expedições a terras estranhas e fundaram colônias para comercializar. Também se desenvolveu os templos religiosos, que baixaram suas responsabilidades a guia das distintas comunidades. Tempos mais tarde, surge o poder civil separado do poder religioso, comandado pelos reis seculares trabalhando em estreita relação com burocracias sacerdotais, às vezes, bastante extensas: por exemplo, o faraó e os escribas egípcios. Um antigo barco usado nas expedições antigas (Galé). Uma consequência de tudo isso foi a invenção da escrita, em vários lugares do planeta ao mesmo tempo e de maneira independente. Pela primeira vez foi possível armazenar o conhecimento de maneira mais segura que pela tradição oral, e também permitiu desenvolver a burocracia governamental. As primeiras escrituras eram ideográficas, mas logo evoluíram para sistemas fonéticos, tendo os fenícios os crédito de criar o antecedente do alfabeto moderno. Exemplos são os hieróglifos ou a escrita cuneiforme. No Império Inca, desenvolveu-se a engenhosa solução dos quipus. Em geral, a maioria dos povos da terra conhecem algum sistema de escrita ou de símbolos desenhados ou escritos em torno do ano 1000 da era cristã. Ao mesmo tempo, o desenvolvimento na navegação levou às primeiras audácias expedições de exploração. Do Egito Antigo, partiram expedições para o país do Punt, e navegadores fenícios alcançaram a Inglaterra, e provavelmente deram a volta na África. Por sua parte, os polinésios empreenderam uma marcha lenta e implacável pelo Oceano Pacífico, colonizando lugares tão arejados como o Havaí ou a Ilha da Páscoa. * Artígos relacionados: Galé. [editar] Metais Um machado da Idade dos metais feito de ferro. Já desde a Antiguidade, quase todas as grandes civilizações aprenderam a trabalhar os metais. O avanço dos trabalhos feitos a pedra aos metais, fez os instrumentos humanos ficarem mais versáteis, significando uma grande revolução. Geralmente, a Idade dos Metais é dividida em três fases sucessivas: Idade do Cobre, Idade do Bronze e Idade do Ferro. Durante a primeira (Calcolítico) trabalhou-se o cobre de maneira pura. Durante a segunda, descobriu-se que a junção de cobre e estanho (bronze) era mais resistente, se bem o estanho era um metal escasso (os fenícios iam buscar o estanho nas Ilhas Britânicas). O manejo do ferro foi mais tardio, porque suas técnicas tiveram que ser perfeccionadas. As técnicas descobertas para o trabalhar o ferro foi a fundição, já que o ferro tem um ponto de ebulição mais alto. As aplicações dos metais foram enormemente variada. Dispensou-se a pedra na elaboração dos machados para cortar árvores, e a madeira nas grades do arado. Também permitiram a elaboração de espadas para as guerras. Também nesta época apareceu o uso dos metais preciosos, incluindo o ouro e a prata, como o material de ricos enxovais funerários de numerosas tumbas. Estes metais foram utilizados primeiramente para fazer ornatos, e como medida de riqueza depois, incluindo a acunhação de moedas (foram complementadas com o cobre, para a moeda fracionada). Trabalhou-se também com os artefatos de luxo, as chamadas pedras preciosas e pedras semi-preciosas. Antigamente se pensava que os povos da Idade dos Metais eram pré-históricos, mas hoje em dia sabemos que muitos deles já eram altamente civilizados. Na Grécia, por exemplo, a Idade do Bronze coincide com os Reinos Micênicos, e no Oriente Médio, o poderio hitita explica-se em parte pelo monopólio do segredo da fundição do ferro, enquanto que seu inimigos usavam espadas de bronze, mais frágeis. [editar] Cultura e religião Neter Rá da antiga religião egípcia. As primeiras manifestações religiosas surgiram em tempos do homem de Neanderthal. Eram cultos vinculados às práticas arcaicas. A primeira grande religião conhecida foi o culto da Grande Deusa Mãe, predominante na Eurásia até bem avançada à história da civilização. Andando o tempo, com o desenvolvimento da vida na sociedade, surgiram os cultos patriarcais. Também, à medida em que as culturas e os ritos locais foram cruzando-se, surgiram mitologias complexas e ciclos épicos. O desenvolvimento da escritura permitiu o surgimento da vida cultural. Assim, nasceu a literatura. As obras mais antigas conservadas são epopeias. Logo mais tarde, surge a literatura sapiencial. O estudo científico da história é mais tardio, e teve que esperar até os gregos como Heródoto ou Tucídides (século V a.C.) para que se separessem definitivamente as tradições religiosa e literária. A primeira grande revolução filosófica aconteceu no século VI a.C., época em que coincidiram, e provavelmente superam de suas respectivas doutrinas, as figuras de Pitágoras de Samos, Tales de Mileto, o Segundo Isaías, Zaratustra, Buda, Mahavira e Confúcio. Não são os primeiros em suas respectivas tradições, mas acenderam a um mundo mais "globalizado" que seus precendentes. A ciência foi monopólio da classe alta, frequentemente dos sacerdotes, e o baixo povo não tinha acesso a ela. Neste tempo fizeram-se as primeiras observações astronômicas, desenvolveu-se a medicina, e a necessidade de medir a terra e chegar a contabilidade comercial e tributária levaram ao desenvolvimento da geometria e a aritmética. Os antigos gregos levaram incluso a desenvolver as bases da Álgebra. * Religiões antigas: Judaísmo, Zoroastrismo, Atonismo, Budismo, Hinduísmo. * Mitologias antigas: Mitologia grega, mitologia babilônica, mitologia egípcia, mitologia chinesa, mitologia japonesa, mitologia asteca, mitologia inca. * Epopéias antigas: Epopéia de Gilgamesh, a Bíblia, a Ilíada, a Odisséia, o Ramayana. * Outros artígos relacionados: Profeta, Filosofia, Upanishad. [editar] Crescente fértil Mapa da localização da crescente fértil. A crescente fértil é uma região localizada na Ásia e África, onde se desenvolveram as primeiras civilizações da história. Essa região é um bom lugar para práticas agrícolas. Algumas civilizações como: Antigo Egito, Hebreus, Fenícios, Mesopotâmicos, etc, se desenvolveram na crescente fértil. Os principais rios da crescente fértil são: o rio Eufrates, rio Tigre, rio Nilo, rio Jordão, etc. A cresecente fértil recebeu esse nome devido ao formato da região que se parece a lua crescente. a região cobre uma superfície de cerca de 400 000 a 500 000 km² e é povoada por 40 a 50 milhões de indivíduos. Ela estende-se das planícies aluviais do Nilo, continuando pela margem leste do Mediterrâneo, em torno do norte do Deserto Sírio e através da Península Arábica e da Mesopotâmia, até o Golfo Pérsico. * Artigo relacionado: Crescente fértil [editar] Formação dos impérios Escrita cuneiforme. As primeiras civilizações surgiram na região da Crescente Fértil e no vale do rio Indo, regiões propícias a agricultura. O desenvolvimento levou a formação de grandes cidades que iriam levar a formação dos Estados. Muitos destes Estados possuíam exércitos para demonstrar a sua força e um grupo de políticos para controlar os interesses. [editar] Mesopotâmia Ver artigo principal: Mesopotâmia A Mesopotâmia (o nome "Mesopotâmia" ajuda a entender o lugar. A palavra grega mesopotamia, em português, significa "entre rios") está situada entre os rios Eufrates e Tigre, no sudoeste da Ásia. Embora seus limites territoriais variassem em diferentes períodos de sua história, de modo geral a Mesopotâmia abrangia, na Antiguidade, o território do atual Iraque. Com raros obstáculos naturais, era uma região de fácil acesso por todos os lados. Isso nos ajuda a entender por que tantos povos a dominaram. As civilizações da Mesopotâmia desapareceram há quase 2,5 mil anos. Devido às sucessivas invasões, pelos povos persas, macedônios, árabes, mongóis, etc. a região foi perdendo vestígios de sua história. Suas cidades foram destruídas ou abandonadas e, com o passar do tempo, foram cobertas pela terra. Além disso, as línguas que lá eram faladas desapareceram. Assim, o mundo mesopotâmico foi esquecido. No século XIX, porém, pesquisadores europeus começaram a escavar a região. Desenterraram uma infinidade de objetos e monumentos que foram transferidos para museus na Europa. Analisando esses objetos, arqueólogos e historiadores tentaram entender as civilizações que viveram na Mesopotâmia. A região da Mesopotâmia era muito usada para irrigação de plantações. Os povos que viveram na região desenvolveram a matemática, astronomia, escrita, etc. A região foi habitada por diversos povos, de línguas e culturas diferentes: sumérios, babilônios, assírios e outros. [editar] Sumérios Estátua de Gudéia, governador de Lagash, uma das mais belas peças da escultura sumeriana e de toda a arte mesopotâmica (Museu do Louvre, Paris). O primeiro povo a criar uma vida urbanizada na Mesopotâmia foram os sumérios. Eles colonizaram os pantanais do Baixo Eufrates que, somando-se ao Tigre, deságua no golfo Pérsico. A origem desse povo é praticamente desconhecida. Sua língua não se assemelha a qualquer outra já conhecida. Um pouco antes do IV milênio a.C., os sumérios chegaram à Mesopotâmia, e, nos mil anos seguintes fundaram cidades e desenvolveram sua escrita cuneiforme, gravada em tabuletas de barro. Eles desapareceram há 4 mil anos. [editar] Acadianos Região conquistada pelos ácades, liderados por Sargão. Ao norte da Suméria havia uma cidade semita chamada Akkad (Ácade). Por volta de 2400 a.C., os ácades, liderados por Sargão o Grande, o rei guerreiro, consquistaram as cidades sumérias. Os reis acadianos foram os primeiros a manifestar a ambição de governar o que consideravam ser a terra inteira. Por isso Sargão ficou conhecido como o "soberano dos quatro cantos do mundo". Os acadianos construíram um império que se estendia do golfo Pérsico ao mar Mediterrâneo. Por volta de 2100 a.C., o Império Ácade desmoronou. Invasões conjugadas a disputas internas provocaram sua queda. Após um período de prolongados conflitos, por volta do século XVIII a.C., o rei da Babilônia, Hamurabi, realizou uma série de conquistas criando, na região, o Primeiro Império Babilônico. [editar] Babilônios Soldados americanos em frente da reconstrução das ruinas da Babilônia (2003). O Império Babilônico submeteu os sumérios, os acádios e os assírios. Para governar povos tão diferentes, Hamurabi organizou o primeiro código escrito de leis de que se tem notícia, o Código de Hamurabi. O Código defendia basicamente a vida e o direito de propriedade; mas também contemplava a honra, a dignidade e a família. Fundamentava-se sobretudo na Lei do talião "olho por olho, dente por dente". Previa, portanto, que para se punir os crimes, deveriam ser aplicados castigos como o afogamento, a amputação da língua e de outras partes do corpo, por exemplo. A Torre de Babel, por Pieter Brueghel. A prosperidade econômica gerada pelas conquistas ajudou a transformar a cidade da Babilônia num dos grandes centros da Antiguidade. Muitos monumentos foram erguidos. O mais famoso deles é o zigurate de Babel, que aparece na Bíblia como a Torre de Babel. Apesar da riqueza desse período, ondas invasoras de hititas e cassitas, revoltas internas e a morte de Hamurabi acabaram favorecendo o colapso do Império Babilônico e sua fragmentação. A região voltaria a ser dividida entre o sul e o norte, depois que os reis cassitas, procedentes dos montes Zagros, a leste da Mesopotâmia, derrubaram a dinastia de Hamurabi. Os cassitas mantiveram a cultura e as tradições babilônicas, mas transformaram o reino com uma ampla reestruturação administrativa. A dinastia cassita governou até cerca de 1430 a.C., e seu domínio foi marcado por uma significativa produção de textos. Após o período da dinastia cassita, a Babilônia perdeu sua influência política, ao mesmo tempo que o poderio dos assírios crescia consideravelmente. [editar] Assírios O Império assírio em 824 a.C. (verde escuro) e 671 a.C. (verde claro). Um touro alado assírio. Os assírios surgiram por volta de 1800 a.C.. Entre 883 a.C. e 612 a.C., consquistaram um vasto império. Eram guerreiros, impondo o domínio pelo terror: saqueavam, destruiam e massacravam os vencidos. Os assírios foram os primeiros povos a ter um exército organizado, os jovens eram obrigados a participar do exército e de guerras. O auge do império assírio foi durante o reinado de Sargão II, Senaqueribe e Assurbanipal. A principal capital do império assírio era a cidade de Assur. Em 612 a.C., os Medos tomaram as cidades de Assur e Nínive, tormando assim, o fim do império assírio. [editar] Caldeus Representação dos jardins suspensos da Babilónia, como imaginados por Martin Heemskerck. Os caudeus também são chamados de: "o segundo Império Babilônio". Após a derrota assíria, a Babilônia voltou a ser a cidade mais importante da Mesopotâmia. O Império seria novamente reconstituído e viveria um novo apogeu sob o governo de Nabucodonosor (século VI a.C.). Durante seu reinado (604-562 a.C.), Nabucodonosor empreedeu várias campanhas militares que lhe renderam muita riqueza. Uma sublevação do reino de Judá obrigou-o a manter uma guerra que durou de 598 a 587 a.C., ano em que destruiu Jerusalém e deportou milhares de judeus (o "cativeiro da Babilônia", mencionado no Antigo Testamento). As riquezas provenientes da expansão territorial permitiam a realização de obras grandiosas como templos, jardins suspensos e grandes palácios. Foram os caldeus que criaram os Jardins Suspensos da Babilônia, no século VI a.C.. Com a morte do imperador, as lutas internas enfraqueceram a região, que acabou ocupada pelos persas em 539 a.C.. [editar] Egito Antigo Ver artigo principal: Antigo Egito Na África, a civilização egípcia desenvolveu-se no fértil vale do rio Nilo. Inundado anualmente, durante a cheia, o Nilo depositava uma camada de húmus sobre a terra, que, cultivada, proporcionava colheitas abundantes. Por meio da construção de diques e barragens, o trabalho humano modificou o traçado do rio e melhorou as plantações. A agricultura gerava grãos duros e resistentes como o trigo e a cevada, que, mantidos secos em armazéns, alimentavam contingentes populacionais cada vez maiores. Pirâmides do Egito. As navegações a remo e a vela eram aperfeiçoadas continuamente. Para se ir ao norte bastava seguir a corrente do rio. Em sentido contrário era suficiente aproveitar os ventos que sopram constantemente do mar Mediterrâneo em direção ao sul. À medida que as concentrações humanas aumentavam, algumas das vilas que haviam se formado nas margens do rio Nilo tornavam-se comunidades locais e regionais conhecidas como nomos. Máscara funerária de Tutankhamon. Museu Egípcio do Cairo. Ao longo do tempo os nomos foram se associando. Nasceram assim duas federações, uma ao norte e outra ao sul, e seus chefes foram elevados à dignidade real. Alguns arqueólogos levantam a hipótesede que tal elite teria assumido o poder por conhecer como ocorriam determinados fenômenos naturais (relacionando os períodos de cheias do rio com mudanças nas estrelas, por exemplo). Em 3200 a.C. a federação de nomos do sul (Alto Egito), liderada por Menés (ou Narmer), marchou até o norte (Baixo Egito) tomando Mênfis, uma de suas principais cidades. Foi estabelecido um novo governo unificado com o poder centralizado nas mãos de um único soberano - o faraó Menés. [editar] Sociedade egípcia Desenho egípcio de um faraó. Abaixo do faraó encontrava-se a nobreza composta pela família real, pelos altos funcionários, e pela casta dos sacerdotes, que detinham muito poder e tinha influência com o faraó. Os sacerdotes administravam todos os bens que os fiéis e o próprio Estado ofereciam aos deuses. As funções da nobreza eram hereditárias, ou seja, passavam de pai para filho. Abaixo da nobreza, estavam os numerosos escribas, funcionários modestos, inúmeros sacerdotes de pequenos templos, oficiais militares, artistas e artesãos especializados a serviço do faraó ou da corte. E, finalmente, sustentando as outras camadas, na base da pirâmide, estavam os trabalhadores, que prestavam serviços sobretudo nas pedreiras, minas, pirâmides, oficinas astesanais, agricultura, etc. [editar] Religião egípcia Representação egípcia do deus Anúbis. Após a morte, a alma seria conduzida pelo deus Anúbis até o Tribunal de Osíris. Levaria consigo o Livro dos mortos, redigido pelos escribas e que testemunhava suas virtudes, e seria julgada pelo deus Osíris na presença de 42 deuses. Seu coração seria colocado num dos pratos de uma balança e deveria pesar menos que a pena que se encontrava em outro prato. Se fosse absolvida, a alma retornaria para encontrar o corpo. Para isso se faziam inscrições nas parede dos túmulos. Mas se fosse condenada, a alma seria devorada por uma deusa com a cabeça de crocodilo. Os egípcios adoravam muitos deuses, por isso eram politeístas. Alguns representavam o poder da natureza, como o Sol, a Terra e a Lua; outros representavam idéias, como a verdade e a justiça; e outros ainda misturavam a forma humana e animal. Estes eram deuses antopozoomórficos. De todos os deuses cultuados, o deus solar Rá, depois chamado de Amon-Rá, era o mais importante, e Osíris era o mais popular de todas as camadas sociais. Amon-Rá era o deus criador de todos os deuses e navegava com sua barca sagrada pelo céu. Amón-Rá adquiriu tanta importância que uma cidade, chamada Heliópolis, foi edificada para seu culto. Para se chegar ao templo, foi construída uma avenida ladeada de esfinges e obeliscos. A influência política dos sacerdotes de Heliópolis ameaçou muitas vezes o poder do próprio faraó. [editar] Antigo Império (3200 a.C. - 2300 a.C.) Esfinge de Gizé. A época dos primeiros faraós ficou conhecida como Antigo Império. Foi nesse período que os faraós tornaram-se grandes edificações. O tijolo foi substituído pela pedra para se construir as pirâmides. Sob forte controle do Estado, por volta do século XXVII a.C., ergueram-se as pirâmides de Quéops, Quéfren e Miquerinos, faraós da IV dinastia, e a esfinge de Gizé. O território se estendeu e o comércio marítimo no Mediterrâneo oriental se ampliou. Por volta de 2300 a.C. a relativa estabilidade do Antigo Império foi interrompida por diversos problemas internos: diminuição das enchentes do Nilo, fome, pestes, gastos do Estado e revoltas sociais. Em meio às disputas pelo poder, os chefes dos nomos tornaram-se mais independentes. Aos poucos o poder centralizador do faraó ia desaparecendo. A crise política desorganizava a produção agrícola, fragilizando ainda mais a economia. Era o início de uma época de dificuldades que facilitariam as invasões asiáticas. O Antigo Império chegou ao fim. [editar] Médio Império (2000 a.C. - 1580 a.C.) Desenho egípcio no papiro. No século XXII a.C., os governantes de Tebas afirmaram seu poder e fundaram a XI dinastia, dos Mentuhoep, dando início ao Médio Império, com capital em Tebas. Os canais de irrigação e contenção foram ampliados e as áreas de agricultura cresceram. O comércio também se desenvolveu, favorecendo maior contato com outros povos. A construção de templos e tumbas marcava a força de um Estado que privilegiava poucos e explorava as comunidades camponesas. Questões sociais e econômicas mais uma vez alimentavam as pressões políticas e abalavam o poder dos faraós. Os camponeses protestavam enquanto as elite locais voltavam a exigir mais poder. As divisões internas facilitaram a penetração dos hebreus e dos hicsos, que tiveram seu domínio facilitado pelo uso em larga escala de cavalos, carros de guerra e armas mais resistentes, desconhecidas dos egípcios. Após quase dois séculos de domínio dos hicsos, os egípcios conseguiram se rearticular e expulsaram o invasor. A unidade política foi restabelecida inaugurando-se o Novo Império. [editar] Novo Império (1580 a.C. - 525 a.C.) Mapa do Egito Antigo na época do Novo Império. O sentimento de identidade cultural que crescia entre os egípcios, em meio à luta contra os hicsos, acabou voltando-se contra os hebreus, que findaram dominados e escravizados. Por volta de 1250 a.C., os hebreus, sob liderança de Moisés, conseguiram fugir do Egito, no episódio que ficou conhecido como Êxodo, registrado no Antigo Testamento da Bíblia. No Novo Império, um Egito militarizado ampliava seus domínios. Alargaram-se as fronteiras, da Núbia até o Eufrates. Ocorre uma aceleração no intercâmbio cultural e comercial com outros povos. Os fenícios, por exemplo, adquiriram os excedentes agrícolas egípcios e os revendiam por toda a bacia do Mediterrâneo. Luxo e poder econômico permitiram as grandes construções desse período. Mais uma vez o faraó se impunha como senhor supremo do Egito. [editar] Época Greco-romana Templo de Edfu dedicado ao deus Hórus, uma obra construída durante a era ptolomeica. Em 404 a.C. os egípcios conseguiram reconquistar o poder, mas os persas tomam de novo o país em 343 a.C.. Em 332 a.C. Alexandre Magno conquista o Egipto; quando morre, em 323 a.C., Ptolemeu, um dos seus generais, torna-se governador e em 305 a.C. rei. Ptolemeu, de origem macedónia, dá origem à dinastia dos Lágidas que governa o Egipto nos próximos três séculos. A última representante desta dinastia foi a famosa rainha Cleópatra VII, derrotada em 31 a.C. pelos Romanos na Batalha de Ácio. Em 30 a.C. o Egipto transformou-se numa província de Roma, administrada por um prefeito de origem equestre. Enquanto província, o Egipto teve uma importância fundamental para Roma, pois era do seu território que vinha o cereal do império. [editar] Hebreus Ver artigo principal: Hebreus A Bíblia é um dos principais documentos de pesquisa sobre os hebreus. Através de sua leitura e de pesquisas arqueológicas, entedemos que eles eram pastores originalmente nômades provenientes das regiões da Mesopotâmia. Posteriormente se fixaram nas terras de Canaã, antiga Palestina, e ali viveram durante cerca de dois séculos, dedicando-se à agricultura e ao pastoreio. Crescentes dificuldades econômicas provocaram a migração de muitos hebreus para as regiões férteis nas margens do rio Nilo. Por muito tempo os hebreus viveram no Egito. Após a expulsão dos invasores hicsos, eles podem ter sido escravizados, permanecendo em território egípcio até por volta de 1250 a.C., quando foram guiados por Moisés de volta à Palestina. Monte Sinai. A volta dos hebreus à Palestina é conhecida como Êxodo, e teria durado cerca de 40 anos. Segundo a Bíblia, foi durante essa viagem que Moisés, no alto do monte Sinai, recebeu de Iavé (Deus) a Tábua dos Dez Mandamentos, que deveria guiar o comportamento dos hebreus. O patriarca Josué, que substituiu Moisés ainda durante a volta à Palestina, liderou a luta pela reconquista do território dos hebreus, que estava ocupado por vários povos organizados em tribos. Essa luta elevou a importância dos juízes, nomeados para comandar a expulsão da tribo dos filisteus da Palestina. Samuel, o último dos juízes, tentou promover a união das 12 tribos que ocupavam a região, mas isso só ocorreria sob a liderança de Saul, considerado o primeiro rei dos hebreus. Reconstituição do Templo de Jerusalém. Seu sucessor, Davi, garantiu a consolidação do Estado hebraico, caracterizado pela centralização do poder nas mãos do rei, que ainda exercia as funções de chefe político, militar e religioso. Davi foi substituído pelo rei Salomão, que construiu o Templo de Jerusalém, entre outras obras públicas, fez uma aliança comercial com os fenícios, que dominavam o comércio no Mediterrâneo, e também instituiu inúmeras datas religiosas. Além disso, decretou o trabalho compulsório, explorando sobretudo a população camponesa. A política social e os altos impostos criados por Salomão geraram um grande descontentamento popular, que explodiu com sua morte (cerca de 930 a.C.) provocando o Cisma, isto é, separação das 12 tribos hebraicas em dois reinos: Israel e Judá. Israel reunia as dez tribos do norte e tinha por capital Samaria, já o Reino de Judá era formado por duas tribos do sul, com capital em Jerusalém. A divisão favoreceu a invasão estrangeira. O rei babilônico Nabucodonosor dominou a região levando os hebreus para a Babilônia, período que ficou conhecido como o Cativeiro da Babilônia. Em 539 a.C., os persas conquistaram o Império Babilônico e permitiram a volta dos hebreus para a Palestina. Em 333 a.C. a Palestina foi dominada por Alexandre Magno, da Macedônia, e em 70 a.C. pelos romanos, que destruíram o Templo de Jerusalém provocando a revolta dos hebreus. O movimento foi reprimido e os hebreus, expulsos da Palestina, provocandosua dispersão pelo mundo, que ficou conhecida como Diáspora. [editar] Império Persa Ver artigo principal: Império Persa Império persa em 490 a.C. Os persas, povo indo-europeu, originário do sul do Irã, conquistaram, sob o comando de Ciro o Grande, as terras entre os rios Nilo, no Egito, e Indo, na Índia, no período de 550 a.C. a 525 a.C. Fenícios, hebreus e mesopotâmicos foram dominados pelos persas. Eles fundaram num único império todos os povos do Oriente Próximo e sintetizaram as tradições culturais da região. Administrativamente, esse imenso império era dividido em 20 províncias (satrapias) dotadas de relativa autonomia e um surpreendente sistema de comunicação postal. Cada satrapia era administrada por um governador (sátrapa) responsável perante o imperador. Para se proteger contra a subversão, o rei empregava agentes especiais - "os olhos e os ouvidos do imperador" -, que supervisionavam as atividades dos sátrapas. O império era unificado por uma língua única, o aramaico (a língua dos arameus da Síria), usada pelos funcionários governamentais e pelos comerciantes. Outros elementos unificadores eram a rede de estradas e o sistema comum de pesos e medidas e de cunhagem da moeda, o dárico, válida em todo o território do império. [editar] Religião persa O Faravahar (ou Ferohar), representação da alma humana antes do nascimento e depois da morte, é um dos símbolos do zoroastrismo. A civilização persa criou uma nova religião, o masdeísmo, fundada por Zaratustra (em grego, Zoroastro), cuja divindade era Aura Mazda (a luz). Os persas cultuavam, também, Ormuz, o criador de espíritos benéficos, e Arimã, o espírito das trevas, mau e destruidor entre os quais as pessoas tinham liberdade de escolher aquele que iria seguir. A recompensa por ser bom e dizer sempre a verdade era a vida eterna, no Paraíso. O castigo pelo comportamento oposto era ser lançado num reino de trevas e sofrimento. [editar] Fenícios Ver artigo principal: Fenícia Uma pequena escultura de origem fenícia. As transformações das sociedades no Egito e na Mesopotâmia vieram acompanhadas do desenvolvimento de povos vizinhos. É o caso dos fenícios, dos hebreus e, por fim, dos persas. Esses povos, no entanto, não encontraram as mesmas facilidades para desenvolver a agricultura. Seus caminhos foram outros. Chamou-se Fenícia a antiga região que se estendia pelo território do que mais tarde seria o Líbano, parte da Síria e da Palestina. Habitada por um povo de artesãos, navegadores e comerciantes, suas cidades principais foram Biblo (futura Jubayl), Sídon (Saída), Tiro (Sur), Bérito (Beirute) e Arad. Os fenícios chegaram às costas da Ásia Menor por volta de 3000 a.C. No começo, estiveram divididos em pequenos Estados locais, dominados às vezes pelos impérios da Mesopotâmia e do Egito. Apesar de submetidos, os fenícios conseguiram desenvolver uma florescente atividade econômica que lhes permitiu, com o passar do tempo, transformar-se numa potência comercial do mundo banhado pelo Mediterrâneo. Foram os gregos que os chamaram de Phoiníke, "país da púrpura". A púrpura, subtância usada para tingir tecidos, era um dos produtos fenícios mais requisitados. Os tecidos vermelhos faziam sucesso naquela época. As elites na Antiguidade gostavam de usá-los como sinal de posição social elevada. A cidade de Tiro assumiu um papel fundamental na região. Em pouco tempo, muitos de seus habitantes participaram das rotas comerciais do interior, comercializando principalmente madeira de cedro, azeite e perfumes. Mercadores fenícios estavam presentes na península Ibérica, no sul da Palestina, em Cartago e, no norte da África, assim como no Egito, sobretudo na região do delta do Nilo. O comércio se fez principalmente pelo mar, o que contribuiu para desenvolver a habilidade dos fenícios como construtores navais e navegadores. Sua fama de construtores de barcos se espalhou entre os egípcios. Estes, em suas inscrições nas pirâmides, contam por volta de 2600 a.C. compraram 40 embarcações fenícias, feitas de cedro, um tipo de madeira clara. Alfabeto fenício e o atual. A navegação também favoreceu o desenvolvimento da Astronomia, enquanto as necessidades comerciais impulsionaram a Matemática. Ao mesmo tempo desenvolveram sua mais significativa contribuição para a humanidade: um alfabeto fonético simplificado, composto de 22 letras. Todas as palavras poderiam ser representadas pela combinação de letras evitando a necessidade de memorizar milhares de diagramas. Assimilando, por gregos e romanos, serviu de base para o alfabeto ocidental atual. [editar] China Antiga Ver artigo principal: História da China A Civilização Sínica (chinesa) é uma das oito civilizações contemporâneas e uma das mais antigas ainda existentes. Sua principal base é confuciana mas o taoismo e o budismo também possuem papeis relativamente importantes na formação de uma identidade cultural. Recebendo o nome de seu maior expoente, a China, esta civilização abrange também países como Coréia do Norte, Coréia do Sul, Nepal, Tibete, Butão, Singapura, Taiwan, Tailândia e marginalmente Mongólia e Vietnã incluindo também grupos isolados que se espalharam pela diáspora chinesa ao redor do mundo. [editar] Índia Antiga Ver artigo principal: História da índia Os dravidianos habitaram o vale do rio Indo e Ganges desde 2500 a.c.. Em 1750 a.c., a região norte foi invadida pelos arianos, que dominam a península. Do confronto entre os dois povos nasce a civilização hindu. Dissolve-se em diversos reinos independentes de 185 a.c. até o ano 320 da era comum, quando a dinastia Gupta conquista a hegemonia. Escitas e hunos destróem a dinastia em 535, dividindo o reino em dois Estados. Possuíram agricultura avançada, com plantações irrigadas por canais. Desenvolveram a metalurgia (exceto a do ferro) e o comércio fluvial. A sociedade era dividida em castas: a dos sacerdotes (brâmanes), dos guerreiros (chátrias), dos camponeses (vaisia) e dos servos (sudras). Os párias, marginalizados, não têm casta e podem ser escravizados. As regras sociais eram ditadas pelo Código de Manu, elaborado pelos sacerdotes. Utilizavam formas geométricas, animais e motivos religiosos nas gravuras, na cerâmica e nas edificações. A religião era politeísta e o deus principal, Shiva. A partir de 1500 a.c., seguiram os vedas (saber sagrado), os mais antigos documentos da literatura sacra. Admitem inúmeras divindades subjetivas (verdade, juramento) e naturais (aurora, fogo, Sol). Por volta de 525 a.c., o príncipe Sidarta Gautama torna-se Buda e passa a difundir o budismo. [editar] Japão Antigo Ver artigo principal: História do Japão Duas crônicas semi-míticas, o Kojiki (registros de assuntos antigos) e o Nihon shoki ou Nihongi (Crônicas do Japão), o primeiro compilado em 712 d.c. e o segundo em 720 d.c., são os registros mais antigos da história japonesa, juntamente com os relatos chineses. Essas crônicas falam dos sucessos ocorridos entre os séculos VII a.C. e VII d.c. e são as principais fontes da história antiga do Japão. Os primeiros colonos do arquipélago japonês provavelmente procediam da zona oriental da Sibéria durante o neolítico, por volta do ano 3000 a.c., mas a evidência linguística sugere também a presença de alguns colonizadores das ilhas polinésias. Também é possível que os ainos tenham chegado ao arquipélago durante essa primeira fase, mas nos primeiros tempos predominavam os protojaponeses de raça mongol. O Monte Fuji, um vulcão inativo, é o monte mais alto do Japão e seu símbolo nacional mais famoso. Esta montanha, de 3.776 m, encontra-se ao sul de Honshu, perto de Tóquio, e é um lugar muito visitado por turistas e peregrinos. Nas encostas do monte Fuji, há numerosos templos e santuários. [editar] África Antiga Ver artigo principal: História da África Mapa das civilizações africanas antes da colonizção europeia. Pode dizer-se que a história recente ou "moderna" da África, no sentido do seu registro escrito, começou quando povos de outros continentes começaram a registrar o seu conhecimento sobre os povos africanos – com excepção do Egito e provavelmente dos antigos reinos de Axum e Meroe, que tiveram fortes relações com o Egito. Assim, aparentemente, a história da África oriental começa a ser conhecida a partir do século X, quando um estudioso viajante árabe, Al-Masudi, descreveu uma importante atividade comercial entre as nações da região do Golfo Pérsico e os "Zanj" ou negros africanos. No entanto, outras partes do continente já tinham tido início a islamização, que trouxe a estes povos a língua árabe e a sua escrita, a partir do século VII. As línguas bantu só começaram a ter a sua escrita própria, quando os missionários europeus decidiram publicar a Bíblia e outros documentos religiosos naquelas línguas, ou seja, durante a colonização do continente, pelo menos, da sua parte subsaariana. As primeiras civilizações surgiram na África na Antiguidade: * Antigo Egito * Etiópia * Fenícia * Axum * Meroe * Grande Zimbabwe * Paisagem Cultural de Mapungubwe * África Subsaariana [editar] Grécia antiga Ver artigo principal: Grécia Antiga [editar] Mundo minóico Ver artigo principal: Civilização minoica Ruínas do palácio de Knossos, em Creta. Afresco do Palácio de Knossos. As escavações arqueológicas na ilha de Creta, no final do século XIX, levaram à descoberta das origens da civilização grega. Cretenses formaram uma civilização centrada no palácio, eixo da vida social, e na cidade. Pelos restos arqueológicos foi possível concluir que eles estavam acostumados a viagens por mar e tinham contatos com a civilização egípcia. Produtos cretenses foram descobertos no Egito e produtos egípcios, em Creta. Da mesma maneira que no Egito Antigo, em Creta, a religião e a vida social estavam intimamente integradas. A arte exprimia temas religiosos, e símbolos sagrados eram colocados nos palácios e lares. Na política, o rei possuia o poder político e religioso. Como sumo sacerdote, suas leis simbolizavam a força dos deuses, e não a dos homens. Os centros da civilização minóica, assim chamada em homenagem ao rei Minos, foram destruídos por volta de 1450 a.C. A causa tem sido objeto de grandes debates. Para alguns historiadores, deveu-se a uma poderosa erupção vulcânica. No entato, a maioria afirma que resultou da invasão e da pilhagem levada a cabo por gregos, conhecidos como micênicos, procedentes do continente europeu. Os micênicos teriam invadido, assimilado a cultura cretense e, posteriormente, superado e submetido a ilha de Creta. Os minóicos não se recuperaram e, em dois séculos, sua civilização desapareceu. No entanto, sua participação na origem da civilização grega foi fundamental. [editar] Cultura Grega Os remanescentes da cultura da Grécia clássica conservam-se principalmente em Atenas,Esparta, Micenas, Argos e outros sítios, enquanto as esculturas e outros objetos de arte exibidos nos museus gregos (Nacional, de Heracléia, da Acrópole, etc.), e dos principais centros culturais do mundo constituem uma lembrança permanente de copiosa herança cultural helênica, que ainda continua viva na educação dos gregos. Na Grécia moderna destacaram-se sobretudo os poetas. Adquiriu fama internacional Konstantinos Kaváfis, grego de Alexandria que escreveu cerca de duas centenas de poemas, inéditos até sua morte. Comparado ao português Fernando Pessoa, seu contemporâneo e também marcado por uma nostalgia da antiga glória de seu país, Kaváfis é autor da frase "somos todos gregos". Destacam-se também Georgios Seferis, agraciado com o Prêmio Nobel de literatura de 1963; Angelos Sikelianos; Odysseus Elytis, que obteve o prêmio Nobel em 1979; e Yannis Ritsos. O romancista de maior sucesso é o cretense Níkos Kazantzákis, autor de Zorba, o grego e A última tentação de Cristo. Dentre os músicos gregos com fama internacional destacam-se Manos Hadjidakis e Mikis Theodorakis. A busca e a sistematização do patrimônio musical popular, que é o objetivo básico de famosos músicos e pesquisadores, tem incentivado a criação de grande número de corais que participam de concursos internacionais. Depois da independência política, a arte grega se inspirou inteiramente na arte ocidental. Entre os pintores figurativos destacam-se Iannis Moralis e Nicos Kontopulos; e entre os abstratos, Alexos Kontopulos e Iannis Spyrapulos. Na escultura devem ser mencionados Vassilakis Takis e Alex Mylona. Foi na Grécia Antiga, na cidade de Olímpia, que surgiram os Jogos Olímpicos em homenagem aos deuses. Os gregos também desenvolveram uma rica mitologia. Até os dias de hoje a mitologia grega é referência para estudos e livros. A filosofia também atingiu um desenvolvimento surpreendente, principalmente em Atenas, no século V a.C. (período clássico da Grécia). Platão e Sócrates são os filósofos mais conhecidos deste período. As regiões naturais da Grécia são: a Macedónia e Trácia, ao norte, montanhosas e com planícies litorâneas de origem aluvial; a Grécia Central, onde se encontram a Tessália e a Ática, com férteis vales; o Peloponeso, zona muito montanhosa mas com vales litorâneos; e Creta, a maior ilha do país, com montanhas que atingem quase 2.500m de altitude. [editar] Roma Antiga Ver artigo principal: Roma Antiga Roma Antiga é o nome dado à civilização que se desenvolveu a partir da cidade de Roma, fundada na península Itálica durante o século VIII a.C.. Durante os seus doze séculos de existência, a civilização romana transitou da monarquia para uma república oligárquica até se tornar num vasto império que dominou a Europa Ocidental e ao redor de todo o mar Mediterrâneo através da conquista e assimilação cultural. No entanto, um rol de factores sócio-políticos causou o seu declínio, e o império foi dividido em dois. A metade ocidental, onde estavam incluídas a Hispânia, a Gália e a Itália, entrou em colapso definitivo no século V e deu origem a vários reinos independentes; a metade oriental, governada a partir de Constantinopla passou a ser referida, pelos historiadores modernos, como Império Bizantino a partir de 476 d.C., data tradicional da queda de Roma e aproveitada pela historiografia para demarcar o início da Idade Média. A civilização romana é tipicamente inserida na chamada Antiguidade Clássica, juntamente com a Grécia Antiga, que muito inspirou a cultura deste povo. Roma contribuiu muito para o desenvolvimento no mundo ocidental de várias áreas de estudo, como o direito, teoria militar, arte, literatura, arquitetura, linguística, e a sua história persiste como uma grande influência mundial, mesmo nos dias de hoje. [editar] Império Romano Ver artigo principal: Império Romano O Império Romano é a fase da história da Roma Antiga caracterizada por uma forma autocrática de governo. O Império Romano sucedeu a República Romana que durou quase 500 anos (509 a.C. – 27 a.C.) e tinha sido enfraquecida pelo conflito entre Caio Mário e Sulla e pela guerra civil de Júlio César contra Pompeu.[1] Muitas datas são comumente propostas para marcar a transição da República ao Império, incluindo a data da indicação de Júlio César como ditador perpétuo (44 a.C.), a vitória do herdeiro de Otávio na Batalha de Áccio (2 de setembro de 31 a.C.), ou a data em que o senado romano outorgou a Otávio o título honorífico Augusto (16 de janeiro de 27 a.C.).[2] Assim, Império Romano tornou-se a designação utilizada por convenção para referir ao estado romano nos séculos que se seguiram à reorganização política efectuada pelo primeiro imperador, César Augusto. Embora Roma possuísse colónia e províncias antes desta data, o estado pré-Augusto é conhecido como República Romana. Os historiadores fazem a distinção entre o principado, período de Augusto à crise do terceiro século, e o domínio ou dominato que se estende de Diocleciano ao fim do império romano do ocidente. Durante o principado (do latim princeps, "primeiro"), a natureza autocrática do regime era velada por designações e conceitos da esfera republicana, manifestando os imperadores relutância em se assumir como poder imperial. No dominato (de dominus, "senhor"), pelo contrário, estes últimos exibiam claramente os sinais do seu poder, usando coroas, púrpuras e outros ornamentos simbólicos do seu status. [editar] Cultura Romana Ver artigo principal: Cultura romana [editar] Cristianismo O cristianismo é uma religião monoteísta baseada na vida e nos ensinamentos de Jesus, tais como estes se encontram recolhidos nos Evangelhos, parte integrante do Novo Testamento. Os cristãos acreditam que Jesus é o Messias e como tal referem-se a ele como Jesus Cristo. Com cerca de 2,13 bilhões de adeptos, o cristianismo é hoje a maior religião mundial. É a religião predominante na Europa, América, Oceania e em grande parte de África e partes da Ásia. O cristianismo começou no século I como uma seita do judaísmo, partilhando por isso textos sagrados com esta religião, em concreto o Tanakh, que os cristãos denominam de Antigo Testamento. À semelhança do judaísmo e do Islão, o cristianismo é considerado como uma religião abraâmica. Segundo o Novo Testamento, os seguidores de Jesus foram chamados pela primeira vez "cristãos" em Antioquia (Actos 11,26). [editar] Queda do Império Romano Ver artigo principal: Queda do Império Romano A queda do Império Romano foi causada por uma série de fatores que fragilizaram o Império Romano e por fim facilitaram as invasões bárbaras e a derrubada final do Estado romano. Em geral, a expressão "queda do Império Romano" refere-se ao fim do Império Romano do Ocidente, ocorrido em 476 d.C., com a tomada de Roma pelos hérulos, uma vez que a parte oriental do Império, que posteriormente os historiadores denominariam Império Bizantino, continuou a existir por quase mil anos, até 1453, quando ocorreu a Queda de Constantinopla. [editar] Islamismo O Islão ou Islã (do árabe الإسلام, transl. al-Islām) é uma religião monoteísta que surgiu na Península Arábica no século VII, baseada nos ensinamentos religiosos do profeta Maomé (Muhammad) e numa escritura sagrada, o Alcorão. A religião é conhecida ainda por islamismo. Na visão muçulmana, o Islão surgiu desde a criação do homem, ou seja, desde Adão sendo este o primeiro profeta dentre inúmeros outros, para diversos povos, sendo o último deles Maomé Cerca de duzentos anos após Maomé, o Islão já se tinha difundido em todo o Médio Oriente, no Norte de África e na península Ibérica, bem como na direcção da antiga Pérsia e Índia. Mais tarde, o Islão atingiu a Anatólia, os Balcãs e a África subsaariana. Recentes movimentos migratórios de populações muçulmanas no sentido da Europa e do continente americano levaram ao aparecimento de comunidades muçulmanas nestes territórios A mensagem do Islão caracteriza-se pela sua simplicidade: para atingir a salvação basta acreditar num único Deus, rezar cinco vezes por dia, submeter-se ao jejum anual no mês do Ramadão, pagar dádivas rituais e efectuar, se possível, uma peregrinação à cidade de Meca. O Islão é visto pelos seus aderentes como um modo de vida que inclui instruções que se relacionam com todos os aspectos da actividade humana, sejam eles políticos, sociais, financeiros, legais, militares ou interpessoais. A distinção ocidental entre o espiritual e temporal é, em teoria, alheia ao Islão. [editar] Império Bizantino Ver artigo principal: Império Bizantino O Império Bizantino ou Reinado Bizantino (em grego: Βασιλεία Ῥωμαίων), inicialmente conhecido como Império Romano do Oriente ou Reinado Romano do Oriente, sucedeu o Império Romano (cerca de 395) como o império e reinado dominante do Mar Mediterrâneo. Sob Justiniano I, considerado o último grande imperador romano, dominava áreas no atual Marrocos, Cartago, sul da França e da Itália, bem como suas ilhas, Península Balcânica, Anatólia, Egito, Oriente Próximo e a Península da Criméia, no Mar Negro. Sob a perspectiva ocidental, não é errado inserir o Império Bizantino no estudo da Idade Média, mas, a rigor, ele viveu uma extensão da Idade Antiga. Os historiadores especializados em Bizâncio em geral concordam que seu apogeu se deu com o grande imperador da dinastia Macedônica, Basílio II Bulgaroctonos (Mata-Búlgaros), no início do século IX. A sua regressão territorial gradual delineou a história da Europa medieval, e sua queda, em 1453, frente aos turcos otomanos, marcou o fim da Idade Média. [editar] Idade Média Ver artigo principal: Idade Média Modo de vida no feudalismo. Os grandes impérios da Antiguidade acabaram sucumbindo por diversos motivos. Dinastias se revezam no poder na China e o Império Romano se divide em duas partes autônomas que mais tarde acabam sendo conquistadas. Na Europa destaca-se o final do Império Romano do Ocidente, coincidindo com a expansão do cristianismo e a invasão das tribos germânicas. Com a queda do império ocidental a Europa mergulha na Idade Média marcada pelo feudalismo levando ao esfriamento do comércio e da expansão do conhecimento. No oriente médio neste mesmo período pode ser destacado o surgimento do Islamismo liderado pelo profeta Muhammad. Sob a bandeira da religião os árabes se unem para expandir seu território para o norte da África e na direção oriental a região do Iraque e do Irã. Os árabes contribuem significativamente para a ciência no período, com destaques como Avicena, estudioso de medicina. [editar] Cultura Medieval Ver artigo principal: Cultura Medieval [editar] Grandes Mudanças na Idade Média Os burgueses eram os habitantes dos burgos, que eram pequenas cidades protegidas por muros. Como eram pessoas ricas, que trabalhavam com dinheiro, não eram bem vistas pelos integrantes do clero católico, que era quem, até essa altura era o principal detentor da riqueza. Os mais pobres ficavam fora das muralhas e eram denominados de "extraburgos". No entanto, os burgueses não sonhavam com enriquecer-se nem, muito menos, com tomar o poder. Desprezados pelos nobres e pelos artesãos, estes burgueses eram herdeiros da classe medieval dos vilões e, por falta de alternativas, dedicaram-se ao comércio, que, alguns séculos mais tarde, serviria de base para o surgimento do capitalismo. Com a aparição da doutrina marx, a partir do século XIX, a burguesia passou a ser identificada como a classe dominante do modo de produção capitalista e, como tal, lhe foram atribuídos os méritos do progresso tecnológico, mas foi também responsabilizada pelos males da sociedade contemporânea. Os marxistas cunharam também o conceito de "pequena burguesia", que foi como chamaram o setor das camadas médias da sociedade atual, regido por valores e aspirações da burguesia. As igrejas do Período Medieval, além de dar o conhecimento religioso aos católicos, tomaram conta do ensinamento nas escolas, que ficavam no fundo dos mosteiros, mas a burguesia proibiu a igreja de continuar a dar aulas, quem tomara conta do ensino eram os burgueses que, além do conhecimento religioso, ensinavam o que era preciso para ser um burguês, ou seja, ensinavam o comércio e o conhecimento dos números. O renascimento comercial-urbano na Europa, deu-se na Baixa Idade Média. Cidades italianas como Florença e Veneza foram as principais impulsionadoras das atividades comerciais na Europa, principalmente por fornecerem as especiarias vindas do Oriente, já que tinham controle sobre o Mediterrâneo. O desenvolvimento e intensificação das feiras-livres cresceu junto com a produção agrícola. O fluxo das especiarias e as feiras possibilitaram a estruturação e surgimento de rotas de comércio ligando as cidades aos pontos de comércio (esse conjunto de ligações pode ser chamado de entroncamento), que cresciam e se desenvolviam economicamente, com destaque para Champanhe (França) e Flandres (Bélgica). A retomada do uso da moeda (as principais da época: Florim de Ouro e Ducado de Ouro) auxiliou nas ações financeiras, como as atividades de crédito e bancárias, na retomada do trabalho assalariado e na formação de associações de controle da produção e comércio, em destaque: * Hansas/Ligas Hanseáticas: associações de mercadores (monopólio do comércio local, controle da concorrência estrangeira, regulamentação de preços). * Corporações de Ofício/Guildas: associações de artesãos (monopólio das atividades artesanais, controle da concorrência, regulamentação de preços, estabelecimento de normas de produção, controle de qualidade e assistência aos membros). [editar] Renascimento Renascimento ou Renascença são os termos usados para identificar o período da História da Europa aproximadamente entre fins do século XIII e meados do século XVII quando diversas transformações em uma multiplicidade de áreas da vida humana assinalam o final da Idade Média e o início da Idade Moderna. Apesar destas transformações serem bem evidentes na cultura, sociedade, economia, política e religião, caracterizando a transição do feudalismo para o capitalismo e significando uma ruptura com as estruturas medievais, o termo é mais comumente empregado para descrever seus efeitos nas artes, na filosofia e nas ciências Chamou-se "Renascimento" em virtude da redescoberta e revalorização das referências culturais da antiguidade clássica, que nortearam as mudanças deste período em direção a um ideal humanista e naturalista. O termo foi registrado pela primeira vez por Giorgio Vasari já no século XVI, mas a noção de Renascimento como hoje o entendemos surgiu a partir da publicação do livro de Jacob Burckhardt A cultura do Renascimento na Itália (1867), onde ele definia o período como uma época de "descoberta do mundo e do homem.Apesar do grande prestígio que o Renascimento ainda guarda entre os críticos e o público, historiadores modernos têm começado a questionar se os tão divulgados avanços merecem ser tomados desta forma. O Renascimento cultural manifestou-se primeiro na região italiana da Toscana, tendo como principais centros as cidades de Florença e Siena, de onde se difundiu para o resto da Itália e depois para praticamente todos os países da Europa Ocidental. A Itália permaneceu sempre como o local onde o movimento apresentou maior expressão, porém manifestações renascentistas de grande importância também ocorreram na Inglaterra, Alemanha, Países Baixos e, menos intensamente, em Portugal e Espanha, e em suas colônias americanas. [editar] Renascimento Científico Ver artigo principal: Revolução científica [editar] Reforma Protestante Ver artigo principal: Reforma Protestante A Reforma Protestante foi um movimento reformista cristão iniciado no século XVI por Martinho Lutero, que, através da publicação de suas 95 teses,protestou contra diversos pontos da doutrina da Igreja Católica, propondo uma reforma no catolicismo. Os princípios fundamentais da Reforma Protestante são conhecidos como os Cinco solas. Lutero foi apoiado por vários religiosos e governantes europeus provocando uma revolução religiosa, iniciada na Alemanha, e estendendo-se pela Suíça, França, Países Baixos, Reino Unido, Escandinávia e algumas partes do Leste europeu, principalmente os Países Bálticos e a Hungria. A resposta da Igreja Católica Romana foi o movimento conhecido como Contra-Reforma ou Reforma Católica, iniciada no Concílio de Trento. O resultado da Reforma Protestante foi a divisão da chamada Igreja do Ocidente entre os católicos romanos e os reformados ou protestantes, originando o Protestantismo. [editar] Descobertas Ver artigo principal: Grandes Navegações Ver artigo principal: Era dos Descobrimentos Pintura da caravela Santa Maria. O feudalismo europeu acaba sucumbindo com o Renascimento comercial e cultural, que floresce novamente com a abertura comercial. Alguns países europeus se adiantam e iniciam a expansão ultramarina em busca de novos territórios e novas rotas de comércio pelos oceanos, destacando-se os países da Península Ibérica formados após a guerra de reconquista contra os mouros. Neste contexto está o descobrimento da América, o descobrimento do Brasil e a colonização do Novo Mundo. A colonização leva ao choque de diferentes grupos humanos, cada um em um diferente momento na história. Algumas civilizações americanas já se encontravam bem desenvolvidas como maias e astecas, outras ainda se encontravam em um período anterior ao surgimento da escrita. [editar] América Pré-Colombiana Pré-colombiano é o período da história ocorrido antes do "descobrimento" da América pelo navegador Cristóvão Colombo. O evento da descoberta, entretanto, não é o marco fixo delimitador deste período, já que vastas extensões de terra e muitas populações só vieram a ser atingidas posteriormente. Assim, a expressão "período pré-colombiano" designa a história ou o estado cultural dos habitantes das Américas, antes de seu encontro com os europeus. [editar] Astecas Ver artigo principal: Astecas Os astecas (1325 até 1521; a forma azteca também é usada) foram uma civilização mesoamericana, pré-colombiana, que floresceu principalmente entre os séculos XIV e XVI, no território correspondente ao atual México. Na sucessão de povos mesoamericanos que deram origem a essa civilização destacam-se os toltecas, por suas conquistas civilizatórias, florescendo entre o século X e o século XII seguidos pelos chichimecas imediatamente anteriores e praticamente fundadores do Império Asteca com a queda do Império Tolteca. O idioma asteca era o nahuatl. Os astecas foram derrotados e sua civilização destruída pelos conquistadores espanhóis, comandados por Fernando Cortez. [editar] Incas Ver artigo principal: Incas Ver artigo principal: Império Inca O Império Inca (Tawantinsuyu em quíchua) foi um Estado-nação que existiu na América do Sul de cerca de 1200 até à invasão dos conquistadores espanhóis e a execução do imperador Atahualpa em 1533. O império incluía regiões desde o extremo norte como o Equador e o sul da Colômbia, todo o Peru e a Bolívia, até o noroeste da Argentina e o norte do Chile. A capital do império era a atual cidade de Cusco (em quíchua, "Umbigo do Mundo"). O império abrangia diversas nações e mais de 700 idiomas diferentes, sendo o mais falado o quíchua. O Império Inca (Tawantinsuyu em quíchua) foi o maior império da América pré-colombiana. A Administração, Política e Centro de Forças Armadas do Império eram todos localizados em Cusco (em quíchua, "Umbigo do Mundo"), no atual Peru. O Império surgiu nas terras altas do Peru em algum momento do século XIII. De 1438 até 1533, os Incas utilizaram vários métodos, da conquista militar a assimilação pacifica, para incorporar uma grande porção do oeste da América do Sul, centrado na Cordilheira dos Andes, incluindo grande parte do atual Equador e Peru, sul e oeste da Bolívia, noroeste da Argentina, norte do Chile e sul da Colômbia. A língua oficial do império era o quíchua,embora dezenas se não centenas de línguas e dialetos locais de quechua eram faladas. O nome quéchua para o império era Tawantinsuyu que pode ser traduzido como as quatro regiões ou as quatro Regiões Unidas. Antes da reforma ortográfica era escrita em espanhol como Tahuantinsuyo. Tawantin é um grupo de quatro coisas (tawa significa "quatro", com o sufixo -ntin que nomeia um grupo); Suyu significa "região" ou "província". O império foi dividido em quatro Suyus, cujos cantos faziam fronteira com a capital, Cusco (Qosqo). Havia muitas formas locais de culto, a maioria delas relativas ao local sagrado "Huacas", mas a liderança Inca incentivou o culto a Apu Inti - o deus do sol - e impôs a sua soberania acima dos outros cultos, como o da Pachamama. Os Incas identificavam o seu rei como "filho do sol". [editar] Maias A civilização maia foi uma cultura mesoamericana pré-colombiana, com uma rica história de 3000 anos. Contrariando a crença popular, o povo maia nunca "desapareceu", pois milhões ainda vivem na mesma região e muitos deles ainda falam alguns dialetos da língua original. Os povos maias constituem um conjunto diverso de povos nativos americanos do sul do México e da América Central setentrional. O termo maia é abrangente e ao mesmo tempo uma designação colectiva conveniente que inclui os povos da região que partilham de alguma forma uma herança cultural e linguística; porém, esta designação abarca muitas populações, sociedades e grupos étnicos diferentes, cada um com as suas tradições particulares, culturas e identidade histórica. Estima-se que no início do século XXI esta região seja habitada por 6 milhões de maias. Alguns encontram-se bastante integrados nas culturas modernas dos países em que residem, outros continuam a seguir um modo de vida mais tradicional e culturalmente distincto, muitas vezes falando uma das línguas maias como primeiro idioma. As maiores populações de maias contemporâneos encontram-se nos estados mexicanos de Yucatán, Campeche, Quintana Roo e Chiapas, e nos países da América Central Belize, Guatemala, e nas regiões ocidentais de Honduras e El Salvador. [editar] O Brasil Pré-Colombiano Os povos indígenas no Brasil incluem um grande número de diferentes grupos étnicos que habitaram o país antes da chegada dos europeus em torno de 1500. Diferentemente de Cristovão Colombo, que achava que tinha atingido as Índias Orientais, o português, mais notavelmente por Vasco da Gama, já tinha atingido a Índia através do Oceano Índico, rota pela qual atingiu o Brasil. A dificuldade em classificar os povos indígenas do Brasil vem do fato de que a violência, durante cinco séculos de colonização em que tiveram tomadas suas terras, destruídos muitos de seus meios de sobrevivência, proibidas suas religiões sendo explícita ou disfarçadamente escravizados, provocou enorme mistura de povos e transferência de áreas. [editar] Descobrimento do Brasil O termo descoberta do Brasil se refere à chegada, em 22 de abril de 1500, da frota comandada por Pedro Álvares Cabral ao território onde hoje se encontra o Brasil, apesar de se refirir também à suposta visita de Duarte Pacheco Pereira em 1498. A palavra "descoberta" é usada nesse caso em uma perspectiva eurocêntrica, referindo-se estritamente à chegada de europeus e desconsiderando a presença dos vários povos indígenas que viviam havia diversos séculos nas terras do atual Brasil. [editar] A Exploração do Pau-Brasil Afirmam alguns historiadores que o corte do pau-brasil para a obtenção de sua madeira e sua resina foi a primeira atividade econômica dos colonos portugueses na recém-descoberta Terra de Santa Cruz, no século XVI e que abundância desta árvore no meio a imensidão das florestas inexploráveis teria conferido à colônia o nome de Brasil. A resina vermelha era utilizada pela indústria têxtil europeia como uma alternativa aos corantes de origem terrosa e conferia aos tecidos uma cor de qualidade superior. Isto, aliado ao aproveitamento da madeira vermelha na marcenaria, criou uma demanda enorme no mercado, o que forçou uma rápida e devastadora "caça" ao pau-brasil nas matas brasileiras. Em pouco menos de um século, já não havia mais árvores suficientes para suprir a demanda, e a atividade econômica foi deixada de lado, embora espécimens continuassem a ser abatidos ocasionalmente para a utilização da madeira (até os dias de hoje, usada na confecção de arcos para violino e móveis finos). O fim da caça ao pau-brasil não livrou a espécie do perigo de extinção. As atividades econômicas subsequentes, como o cultivo da cana-de-açúcar e do café, além do crescimento populacional, estiveram aliadas ao desmatamento da faixa litorânea, o que restringiu drasticamente o habitat natural desta espécie. Mas sob o comando do Imperador Dom Pedro II, vastas áreas de Mata Atlântica, principalmente no estado do Rio de Janeiro, foram recuperadas, e iniciou-se uma certa conscientização preservacionista que freou o desmatamento. Entretanto, já se considerava o pau-brasil como uma árvore praticamente extinta. No século XX, a sociedade brasileira descobriu o pau-brasil como um símbolo do país em perigo de extinção, e algumas iniciativas foram feitas no sentido de reproduzir a planta a partir de sementes e utilizá-la em projetos de recuperação florestal, com algum sucesso. Atualmente, o pau-brasil tornou-se uma árvore popularmente usada como ornamental. Se seu habitat natural será devastado por completo no futuro, não se sabe, mas a sobrevivência da espécie parece assegurada nos jardins das casas e canteiros urbanos. A madeira do pau-brasil é reputada como a melhor para a fabricação de arcos de violino, pois sua madeira é facil de ser cortada e polida. Em 1924, Oswald de Andrade fez um manifesto sobre a nova poesia brasileira intitulado "Manifesto da Poesia Pau Brasil". [editar] Os Jesuítas no Brasil A história da Companhia de Jesus no Brasil inicia com a chegada dos jesuítas em 1549 na Bahia. Aí fundaram um colégio e iniciaram a catequese dos índios. Posteriormente foram expulsos pelo Marquês de Pombal. Atualmente possuem vários colégios e universidades dispersos pelo país, além de paróquias e atuação no apostolado social, bem como na formação do clero, religiosos e leigos católicos. [editar] Invasões Holandesas do Brasil Ver artigo principal: Invasões holandesas do Brasil Ver artigo principal: Presença neerlandesa no Brasil [editar] Bandeirantes Ver artigo principal: Bandeirantes Ver artigo principal: Entradas e bandeiras [editar] Iluminismo Ver artigo principal: Iluminismo [editar] Revolução Industrial Ver artigo principal: Revolução Industrial Um motor a vapor de Watt, o motor a vapor, alimentado principalmente com carvão, impulsionou a Revolução Industrial no Reino Unido e no mundo. A Revolução Industrial consistiu em um conjunto de mudanças tecnológicas com profundo impacto no processo produtivo em nível econômico e social. Iniciada na Inglaterra em meados do século XVIII, expandiu-se pelo mundo a partir do século XIX. Ao longo do processo (que de acordo com alguns autores se registra até aos nossos dias), a era agrícola foi superada, a máquina foi suplantando o trabalho humano, uma nova relação entre capital e trabalho se impôs, novas relações entre nações se estabeleceram e surgiu o fenômeno da cultura de massa, entre outros eventos. Essa transformação foi possível devido a uma combinação de fatores, como o liberalismo econômico, a acumulação de capital e uma série de invenções, tais como o motor a vapor. O capitalismo tornou-se o sistema econômico vigente. [editar] Revolução Francesa Ver artigo principal: Revolução Francesa Revolução Francesa é o nome dado ao conjunto de acontecimentos que, entre 5 de Maio de 1789 e 9 de Novembro de 1799, alteraram o quadro político e social da França. Em causa estavam o Antigo Regime (Ancien Régime) e a autoridade do clero e da nobreza. Foi influenciada pelos ideais do Iluminismo e da Independência Americana (1776). Está entre as maiores revoluções da história da humanidade. A Revolução é considerada como o acontecimento que deu início à Idade Contemporânea. Aboliu a servidão e os direitos feudais e proclamou os princípios universais de "Liberdade, Igualdade e Fraternidade" (Liberté, Egalité, Fraternité), frase de autoria de Jean-Jacques Rousseau. Para a França, abriu-se em 1789 o longo período de convulsões políticas do século XIX, fazendo-a passar por várias repúblicas, uma ditadura, uma monarquia constitucional e dois impérios. [editar] Era Napoleônica Ver artigo principal: Guerras Napoleônicas Ver artigo principal: Napoleão Bonaparte [editar] Unificação da Alemanha Ver artigo principal: Unificação Alemã A Unificação Alemã foi um processo iniciado em meados do século XIX e finalizado em 1871, para a integração e posterior unificação de diversos estados germânicos em apenas um: a Alemanha. O processo foi liderado pelo primeiro-ministro prussiano Otto von Bismarck, conhecido como chanceler de ferro, e culminou com a formação do Segundo Reich (Império) alemão. [editar] Revoluções e guerras O Renascimento acaba por culminar com a formação da monarquia absolutista em diversos países da Europa. Combinado com o desenvolvimento científico e a demanda por uma melhor qualidade de vida, surge a produção em larga escala. Esta necessidade culmina com a Revolução Industrial que coloca novos países em destaque como a Inglaterra por exemplo. Como demanda do próprio desenvolvimento a monarquia absolutista passa a dar lugar a democracia implantada através de movimentos como a Revolução Francesa e a Independência dos Estados Unidos. Crise de 1929 afeta a economia. Na direção do crescimento propiciado por estes acontecimentos e antigas rivalidades levam a ocorrência da Primeira Guerra Mundial. Durante o período que se segue, a crise econômica em todo mundo provocada pela crise de 1929 nos Estados Unidos ajuda a fomentar soluções através de ideologias. Neste período ocorre a Revolução Russa que leva o comunismo ao poder. Também surgem ditaduras fascistas em vários países da Europa, notadamente na Espanha, Alemanha e Itália. Explossão da bomba atômica sobre Nagasaki. Com esta tensão é iniciada a Segunda Guerra Mundial que traz grandes perdas para a Europa. Nelas são utilizadas as duas bombas atômicas, fruto do desenvolvimento técnico e científico da humanidade que não pararia mais até os dias atuais. [editar] Primeira Guerra Mundial Ver artigo principal: Primeira Guerra Mundial A Primeira Guerra Mundial (também conhecida como Grande Guerra antes de 1939, Guerra das Guerras ou ainda como a Última Guerra Feudal) foi um conflito mundial ocorrido entre 28 de Julho de 1914 e 11 de Novembro de 1918. A guerra ocorreu entre a Tríplice Entente - liderada pelo Império Britânico, França, Império Russo (até 1917) e Estados Unidos (a partir de 1917) - que derrotou a Tríplice Aliança (liderada pelo Império Alemão, Império Austro-Húngaro e Império Turco-Otomano), e causou o colapso de quatro impérios e mudou de forma radical o mapa geo-político da Europa e do Médio Oriente. No início da guerra (1914), a Itália era aliada dos Impérios Centrais na Tríplice Aliança, mas, considerando que a aliança tinha carácter defensivo (e a guerra havia sido declarada pela Áustria) e a Itália não havia sido preventivamente consultada sobre a declaração de guerra, o governo italiano afirmou não sentir vinculado à aliança e que, portanto, permaneceria neutro. Mais tarde, as pressões diplomáticas da Grã-Bretanha e da França a fizeram firmar em 26 de abril de 1915 um pacto secreto contra o aliado austríaco, chamado Pacto de Londres, no qual a Itália se empenharia a entrar em guerra em um mês em troca de algumas conquistas territoriais que obtivesse ao fim da guerra: o Trentino, o Tirol Meridional, Trieste, Gorizia, Ístria (com exceção da cidade de Fiume), parte da Dalmácia, um protetorado sobre a Albânia, sobre algumas ilhas do Dodecaneso e alguns territórios do Império Turco, além de uma expansão das colônias africanas, às custas da Alemanha (a Itália já possuía na África: a Líbia, a Somália e a Eritréia). O não-cumprimento das promessas feitas à Itália foi um dos fatores que a levaram a aliar-se ao Eixo na Segunda Guerra Mundial. Em 1917, a Rússia abandonou a guerra em razão do início da Revolução. No mesmo ano, os EUA, que até então só participavam da guerra como fornecedores, ao ver os seus investimentos em perigo, entram militarmente no conflito, mudando totalmente o destino da guerra e garantindo a vitória da Tríplice Entente. [editar] Revolução Russa Ver artigo principal: Revolução Russa A Revolução Russa de 1917 foi uma série de eventos políticos na Rússia, que, após a eliminação da autocracia russa, e depois do Governo Provisório (Duma), resultou no estabelecimento do poder soviético sob o controle do partido bolchevique. O resultado desse processo foi a criação da União Soviética, que durou até 1991. A Revolução compreendeu duas fases distintas: * A Revolução de Fevereiro de 1917(março de 1917, pelo calendário ocidental), que derrubou a autocracia do Czar Nicolau II da Rússia, o último Czar a governar, e procurou estabelecer em seu lugar uma república de cunho liberal. * A Revolução de Outubro (novembro de 1917, pelo calendário ocidental), na qual o Partido Bolchevique, liderado por Vladimir Lênin, derrubou o governo provisório e impôs o governo socialista soviético. [editar] Crise de 1929 Ver artigo principal: Grande Depressão [editar] Segunda Guerra Mundial Ver artigo principal: Segunda Guerra Mundial [editar] Guerra Fria "Buzz" Aldrin na Lua. Ver artigo principal: Guerra Fria Seguindo a Segunda Guerra Mundial o mundo se polariza em torno das duas potências vencedoras da guerra com os Estados Unidos e o capitalismo de um lado e a União Soviética com o socialismo de outro. Este período passa a ser conhecido como Guerra Fria no qual as superpotências disputam a influência no mundo sem deflagrarem uma guerra aberta uma contra a outra. Embora nunca tenha ocorrido um conflito armado direto entre as duas potências elas se enfrentaram indiretamente através da corrida armamentista, da corrida espacial e em discussões ideológicas. A corrida armamentista seguindo a idéia da destruição mútua assegurada levou as potências se armarem até o ponto do "equilíbrio do terror" no qual ambas as potências poderiam se destruir mutuamente e a todo o mundo diversas vezes. As potências disputaram também em todo o planeta regiões de influência de suas ideologias. Um exemplo disto foi a Europa destruída após a guerra que passou a ser alvo de investimentos de ambos os lados que procuravam garantir sua influência, como por exemplo o Plano Marshall dos Estados Unidos. A maior parte do leste europeu se alinhou com a União Soviética e adotou o socialismo enquanto a Europa ocidental se alinhou com os Estados Unidos e o capitalismo e surge a expressão Cortina de Ferro para denotar a divisão da Europa nestas duas áreas de influência. O Japão e os governos da América do Sul se alinharam com os Estados Unidos. Queda do muro de Berlim. Em vários conflitos armados ocorridos durante este período um dos contendores acabava recebendo patrocínio de uma potência de acordo com a ideologia que defendia. Alguns dos conflitos inclusive tiveram o envolvimento das potências, como a guerra da Coréia, a guerra do Vietnã, a guerra do Afeganistão. A crise dos mísseis em Cuba gera o maior impasse entre as potências durante a Guerra Fria. Porém a União Soviética passava por problemas sociais e econômicos e o desgaste passou a ser evidente após a derrota na corrida espacial quando os Estados Unidos colocaram o homem na Lua e o acidente na usina nuclear de Chernobyl. Dois planos para reformar a União Soviética são lançados: a Glasnost e a Perestroika. Em consequência destas reformas que permitiram maior abertura e transparência o bloco soviético passa a ruir com a queda dos regimes socialistas na área de influência da União Soviética na Europa. Essa situação leva a queda do muro de Berlim em 1989. Anos depois no final de 1991 a União Soviética iria finalmente ruir sinalizando o fim definitivo da Guerra Fria. [editar] Século XXI Ataques de 11 de setembro de 2001. Soldado americano no Iraque. O mundo bipolar dá lugar a um mundo de múltiplos pólos no qual vários países passam agora a ter influência global. Potências emergentes como China, Índia e Brasil passam a ter papel de maior destaque na economia. Este período é marcado também por uma maior preocupação com o meio ambiente diante da perspectiva do aquecimento global que gera grandes debates entre os líderes dos países. Outro emblema passa a ser a guerra contra o terrorismo liderada pelos Estados Unidos após os ataques de 11 de setembro. A guerra na região dos Balcãs termina, e dá lugar a vários novos países: Kosovo, Montenegro, etc. [editar] Mundo depois do 11 de setembro Em 11 de setembro de 2001 ocorreu em Nova Iorque, nos Estados Unidos, o maior ataque terrorista da história. O ataque destruiu o World Trade Center e deixou mais de 3000 mortos. Depois desse ataque, os Estados Unidos tentaram encontrar os culpados do ataque em Nova Iorque. O mandante do atentado foi Osama bin Laden. Os Estados Unidos invadiram o Afeganistão em 2001 e 2002, atrás de Osama bin Laden, mas Osama não foi encontrado. Em 20 de março de 2003, os Estados Unidos e a Inglaterra invadiram o Iraque para procurar e desarmar supostas armas de destruição em massa construídas no território iraquiano. Tais armas nunca foram encontradas. Até hoje ainda existem tropas americanas e inglesas no território iraquiano. [editar] Desastres naturais No século XXI muitos desastres naturais ocorreram devido ao aquecimento global. Entre 27 e 28 de março de 2004 estados do sul do Brasil foram alertados que se aproximava um ciclone, mas cientistas concluíram que o suposto ciclone era na verdade um furacão. Foi batizado de furacão Catarina e é considerado o primeiro furacão historicamente registrado no Atlântico Sul. Outro grande desastre foi a passagem do furacão Katrina no sudeste dos Estados Unidos em 29 de agosto de 2005 onde mais de um milhão de pessoas foram evacuadas. Os ventos do furacão alcançaram mais de 280 quilômetros por hora, e causaram grandes prejuízos na região litorânea do sul dos Estados Unidos, especialmente em torno da região metropolitana de Nova Orleães. Ocorreram cerca de 1.833 mortes. [editar] Economia e política Xangai, um dos símbolos do boom econômico da China. Depois do fim da União Soviética, em 26 de dezembro de 1991, o mundo passou a ter apenas um país como a nova ordem mundial: os Estados Unidos. Mas pouco tempo depois, o desenvolvimento economico de países emergentes como: China, Índia, Brasil e Rússia (BRIC), são os principais concorrentes para que no futuro eles sejam uma grande potência mundial. O mundo atual é dividido em vários pólos economicos. O Brasil passa a ser o líder economico na América Latina. O bloco económico da União Europeia colocou em circulação, em 1 de janeiro de 2002, a moeda euro. Essa moeda foi implantada em 15 países europeus. O PIB da União Europeia é maior do que o PIB dos Estados Unidos. A antiga guerra que acontecia na região dos Balcãs se estabilizou e vários países fazem sua independência. A antiga Sérvia e Montenegro foi dividida em 3 países: Sérvia (obteve independência em 5 de junho de 2006), Montenegro (obteve sua independência em 7 de junho de 2006) e Kosovo (obteve sua independência em 17 de fevereiro de 2008). Com a invasão do Afeganistão pelas torpas norte-americanas e inglesas em 2001, o governo do taliban é finalizado no Afeganistão. Em 24 de fevereiro de 2008, Fidel Castro sai do poder de Cuba depois de 49 anos de mandato. No seu lugar, entra Raúl Castro, irmão de Fidel. A partir do fim do século XX, a economia da China aumentou drasticamente. A China é o único país que pode chegar a ter uma economia maior do que a economia norte-americana. Ela pode se tornar a maior potência economica em um futuro próximo. [editar] Tecnologia e ciências A internet fica muito mais popular e muitos novos sites surgem nela. O computador se torna um eletrodoméstico quase necessário para os lares de alguns países, como a televisão. O DVD substitui as fitas VHS, mas logo é inventada outra tecnologia melhor do que o DVD, o Blu-ray. O Youtube vira o site de compartilhamento de vídeos mais visitado no mundo. O Youtube é comprado pela Google por US$ 1,65 bilhão, em 9 de Outubro de 2006. O serviço de busca pela internet do Google se torna o mais popular do mundo. Surge o Skype, a tecnologia de telefonia via internet. O disquete cai em desuso, sendo substituído pelo CD-R e posteriormente pelo pendrive. A Apple e a Microsoft entram em uma "disputa" comercial. A Apple lança o iPod e o Iphone, revolucionando o mercado de celulares e MP3 players. Os MP3 Players, MP4 Players, MP5 Players, Celular e a Câmera digital se tornam populares. Em 24 de abril de 2007, foi descoberto Gliese 581 c, o primeiro planeta possivelmente habitável fora do sistema solar. A nave Voyager 1 (lançada em 5 de Setembro de 1977) chega à heliopausa e ultrapassa os limites do sistema solar, tornando-se o primeiro objeto construído pelo homem a conseguir sair do sistema solar. Foi descoberto em 29 de Julho de 2005, o planeta-anão Éris, maior que Plutão. A descoberta motivou a redefinição do sistema solar, criando a categoria dos planetas-anões, dentro da qual foram incluídos Éris e Plutão, além do antigo asteróide Ceres. Esses planetas formaram um grupo separado dos planetas principais, que voltaram a ser oito. É concluído o Projeto Genoma. [editar] Ver também * História * Historiografia * História da Terra [editar] História por períodos * Pré-História * Antiguidade * Antiguidade Clássica * Idade Média * Idade Moderna * Idade Contemporânea [editar] História por continentes e países * História da África * História da América * História da Antártica * História da Ásia * História da Europa * História da Oceania Referências 1. ↑ Durante estas lutas, centenas de senadores morreram, e o Senado Romano foi renovado com legalistas do Primeiro Triunvirato e depois do Segundo Triunvirato. 2. ↑ Otávio Augusto oficialmente proclamou ter salvo a República Romana e cuidadosamente disfarçou seu poder sob formas republicanas: cônsules continuaram a ser eleitos, tribunos dos plebeus continuaram a servir a justiça, e senadores ainda debatiam na cúria romana. Porém, era Otávio, e cada um de seus sucessores após ele, quem influenciava tudo e controlava as decisões finais e, em última análise, tinha as legiões para garanti-lo, caso fosse necessário. Obtida de "http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_mundo" Categoria: História Categorias ocultas: !Artigos que carecem de fontes desde Dezembro de 2008 | !Artigos grandes que carecem de fontes | !Artigos a revisar | !Artigos que carecem de notas de rodapé | !Artigos bons na Wikipédia em catalão | !Artigos bons na Wikipédia em inglês básico Ferramentas pessoais * Entrar / criar conta Espaços nominais * Artigo * Discussão Variantes Vistas * Ler * Editar * Ver histórico Ações Busca Pesquisar Navegação * Página principal * Conteúdo destacado * Eventos atuais * Esplanada * Página aleatória * Portais * Informar um erro Colaboração * Boas-vindas * Ajuda * Página de testes * Portal comunitário * Mudanças recentes * Estaleiro * Criar página * Páginas novas * Contato * Donativos Imprimir/exportar * Criar um livro * Descarregar como PDF * Versão para impressão Ferramentas * Páginas afluentes * Alterações relacionadas * Carregar ficheiro * Páginas especiais * Ligação permanente * Citar esta página Noutras línguas * Ænglisc * العربية * Català * Česky * Cymraeg * Deutsch * English * Español * فارسی * Suomi * Français * 贛語 * עברית * हिन्दी * Magyar * Bahasa Indonesia * Italiano * 日本語 * 한국어 * Basa Banyumasan * മലയാളം * Bahasa Melayu * Mirandés * Nederlands * ‪Norsk (nynorsk)‬ * ‪Norsk (bokmål)‬ * Polski * Română * Русский * Simple English * Svenska * தமிழ் * ไทย * Tagalog * Türkçe * Українська * Tiếng Việt * Winaray * ייִדיש * 中文 * 粵語 * Esta página foi modificada pela última vez à(s) 18h43min de 20 de setembro de 2011. * Este texto é disponibilizado nos termos da licença Atribuição - Partilha nos Mesmos Termos 3.0 Não Adaptada (CC BY-SA 3.0); pode estar sujeito a condições adicionais. 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