ENCICLOPÉDIA MINEIRA: Prof. Marcos Tadeu Cardoso

Um projeto do Prof. Marcos Tadeu Cardoso, um livro publicado narrando a história das principais cidades Mineiras.
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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Afonso I de Portugal
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D. Afonso I
Monarca de Portugal
AfonsoI-P.jpg

Pela Graça de Deus, Rei dos Portugueses
Ordem: 1.º monarca de Portugal
Cognome(s): O Conquistador
Início do reinado: 5 de Dezembro de 1143
proclamado Rei em 1139
Término do reinado: 6 de Dezembro de 1185
Aclamação: 1139
Predecessor(a): Nenhum (Fundação da nacionalidade)
Sucessor(a): D. Sancho I
Pai: D. Henrique, Conde de Portucale
Mãe: D. Teresa, Infanta de Leão
Data de nascimento: 1109 (?)
Local de nascimento: Guimarães, Viseu ou Coimbra
Data de falecimento: 6 de Dezembro de 1185
Local de falecimento: Coimbra
Local de enterro: Mosteiro de Santa Cruz, Coimbra
Consorte(s): D. Mafalda de Sabóia ou D. Matilde de Sabóia
Príncipe herdeiro: Infante D. Henrique (filho; 1147-1157)
Infante D. Sancho (filho; 1157-1185)
Dinastia: Borgonha (Afonsina)

D. Afonso I de Portugal, mais conhecido por Dom Afonso Henriques (Guimarães ou Viseu, 1109 (?) — Coimbra, 6 de Dezembro de 1185) foi o primeiro rei de Portugal, cognominado O Conquistador, O Fundador ou O Grande pela fundação do reino e pelas muitas conquistas. Era filho de Henrique de Borgonha e de Teresa de Leão, condes de Portucale, um condado dependente do Reino de Leão. Após a morte de seu pai, Afonso tomou uma posição política oposta à da mãe, que se aliara a Fernão Peres de Trava. Pretendendo assegurar o domínio do condado armou-se cavaleiro e após vencer a batalha de São Mamede em 1128, assumiu o governo. Concentrou então os esforços em obter o reconhecimento como reino. Em 1139, depois da vitória na batalha de Ourique contra um contingente mouro, D. Afonso Henriques proclamou-se rei de Portugal com o apoio das suas tropas. A independência portuguesa foi reconhecida em 1143 pelo tratado de Zamora. Com a pacificação interna, prosseguiu as conquistas aos mouros, empurrando as fronteiras para sul, desde Leiria ao Alentejo, mais que duplicando o território que herdara. Os muçulmanos, em sinal de respeito, chamaram-lhe Ibn-Arrik («filho de Henrique», tradução literal do patronímico Henriques) ou El-Bortukali («o Português»).
Índice
[esconder]

* 1 Data e local de nascimento
* 2 Subida ao trono
* 3 Reinado
o 3.1 Reconhecimento do reino
o 3.2 Conquistas
o 3.3 Cerco de Badajoz
o 3.4 Morte e legado
o 3.5 Boa relação com judeus
* 4 Ascendência
* 5 Descendência
* 6 Notas
* 7 Referências
* 8 Ver também
* 9 Ligações externas

[editar] Data e local de nascimento

Afonso Henriques era filho de Henrique de Borgonha e da infanta Teresa de Leão, filha ilegítima do Rei Afonso VI de Leão e Castela, a quem Afonso VI doara o Condado de Portucale pelo casamento. Há quem defenda que era filho de Egas Moniz.[1][nota 1] A data e local do seu nascimento não estão determinados de forma inequívoca. Hoje em dia, a data que reúne maior consenso aponta para o Verão de 1109. Almeida Fernandes, autor da hipótese que indica Viseu como local de nascimento de D. Afonso Henriques refere a probabilidade de ter nascido em Agosto[3][4] enquanto outros autores, baseando-se em documentos que remontam ao século XIII referem a data de 25 de Julho do mesmo ano. No entanto, já foram defendidas outras datas e locais para o nascimento do primeiro rei de Portugal, como o ano de 1106 ou de 1111 (hipótese avançada por Alexandre Herculano após a sua leitura da "Crónica dos Godos").[5] Tradicionalmente, acredita-se que terá nascido e sido criado em Guimarães, onde viveu até 1128[nota 2]. Outros autores, ainda, referem Coimbra como local provável para o seu nascimento[7]
[editar] Subida ao trono
O Castelo de Guimarães

Em 1120, Afonso tomou uma posição política oposta à da mãe (que apoiava o partido dos Travas, então a mais poderosa família do Reino da Galiza), sob a direcção do arcebispo de Braga D. Paio Mendes. Este, forçado a emigrar, levou consigo o infante que em 1122 se armou cavaleiro em Tui.

Restabelecida a paz, voltaram ao condado. Entretanto, novos incidentes provocaram a invasão do Condado Portucalense por Afonso VII de Leão e Castela que, em 1127, cercou Guimarães, onde se encontrava Afonso Henriques. Sendo-lhe prometida a lealdade deste pelo seu aio Egas Moniz, Afonso VII desistiu de conquistar a cidade.

Mas alguns meses depois, em 1128, as tropas de Teresa de Leão e Fernão Peres de Trava defrontaram-se com as de Afonso Henriques na batalha de São Mamede, tendo as tropas do infante saído vitoriosas – o que consagrou a sua autoridade no território portucalense, levando-o a assumir o governo do condado. Consciente da importância das forças que ameaçavam o seu poder, concentrou os seus esforços em negociações junto da Santa Sé com um duplo objectivo: alcançar a plena autonomia da Igreja portuguesa e obter o reconhecimento do Reino.

Em 1139, depois de uma estrondosa vitória na batalha de Ourique contra um forte contingente mouro, D. Afonso Henriques autoproclamou-se rei de Portugal, com o apoio das suas tropas. Segundo a tradição, a independência foi confirmada mais tarde, nas míticas cortes de Lamego, quando recebeu a coroa de Portugal do arcebispo de Braga, D. João Peculiar, se bem que estudos recentes questionem a reunião destas cortes.
[editar] Reinado
[editar] Reconhecimento do reino
Estátua de D. Afonso Henriques em Guimarães
Estátua de D. Afonso Henriques no Castelo de São Jorge em Lisboa, réplica da original, feita por Soares dos Reis, que se encontra em Guimarães

O reconhecimento do Reino de Leão e de Castela chegou em 1143, com o tratado de Zamora, e deve-se ao desejo de Afonso VII de Leão e Castela em tomar o título de imperador de toda a Hispânia e, como tal, necessitar de reis como vassalos. Desde então, Afonso I procurou consolidar a independência por si declarada. Fez importantes doações à Igreja e fundou diversos conventos.

Procurou também conquistar terreno a sul, povoado então por mouros: Leiria em 1135 (1145, conquista final) usando a técnica de assalto; Santarém em 1146 (1147, conquista final), também utilizando a técnica de assalto; Lisboa (onde utilizou o cerco como táctica de conquista, graças à ajuda dos cruzados), Almada e Palmela em 1147, Alcácer em 1160 e depois quase todo o Alentejo, que posteriormente seria recuperado pelos mouros, pouco antes de D. Afonso falecer (em 1185).

Em 1179 o Papa Alexandre III reconheceu Portugal como país independente e vassalo da Igreja, através da Bula Manifestis Probatum.
[editar] Conquistas

Ver artigo principal: Cerco de Lisboa (1147)
Ver artigo principal: Batalha de Sacavém

[editar] Cerco de Badajoz

De 1166 a 1168, D. Afonso Henriques apoderara-se de várias praças pertencentes à coroa leonesa. Fernando II de Leão estava a repovoar Ciudad Rodrigo e o português, suspeitando que o seu genro estava a fortificar a cidade para o atacar, enviou um exército comandado pelo seu filho, o infante D. Sancho, contra aquela praça. O rei leonês foi em auxílio da cidade ameaçada e derrotou as tropas portuguesas, fazendo um grande número de prisioneiros.

Em resposta, D. Afonso Henriques entrou pela Galiza, tomou Tui e vários outros castelos, e em 1169 atacou primeiro Cáceres. Depois voltou-se contra Badajoz na posse dos sarracenos, mas que pertenceria a Leão, conforme o acordado no tratado de Sahagún assinado entre aquele reino e Castela.

Não obstante, sem respeitar estas convenções nem os laços de parentesco que o uniam a Fernando, o rei português cercou Badajoz para a conquistar para Portugal. Quando os muçulmanos já estavam cercados na alcáçova, Fernando de Leão apresentou-se com as suas hostes e atacou D. Afonso nas ruas da cidade. Percebendo a impossibilidade de manter a luta, Afonso terá tentado fugir a cavalo, mas ao passar pelas portas ter-se-á ferido na coxa contra um dos ferros que a guarneciam. Fernando tratou o seu sogro prisioneiro com nobreza e generosidade, chamando os seus melhores médicos para o tratar.

Esta campanha teve como resultado um tratado de paz entre ambos os reinos, assinado em Pontevedra, em virtude do qual Afonso foi libertado, com a única condição de devolver a Fernando cidades extremenhas (da Extremadura espanhola) tais como Cáceres, Badajoz, Trujillo, Santa Cruz , Monfragüe e Montánchez, que havia conquistado a Leão. Estabeleciam-se assim as fronteiras de Portugal com Leão e a Galiza. E mais tarde, quando os muçulmanos sitiaram Santarém, o leonês auxiliou imediatamente o rei português.
[editar] Morte e legado
Tumular de Afonso Henriques no Mosteiro de Santa Cruz em Coimbra

Após o incidente de Badajoz, a carreira militar de D. Afonso Henriques praticamente terminou. A partir daí, dedicou-se à administração dos territórios com a co-regência do seu filho D. Sancho. Procurou fixar a população, promoveu o municipalismo e concedeu forais. Contou com a ajuda da ordem religiosa dos cistercienses para o desenvolvimento da economia, predominantemente agrária.

O legado do seu reinado foi, entre outros:

* A fundação da nacionalidade, reconhecida pelo papado e pelos outros reinos da Europa;
* A pacificação interna do reino e alargamento do território através de conquistas aos mouros empurrando as fronteiras do Condado Portucalense para sul.
* A fundação do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra em 1131

O seu túmulo encontra-se no Mosteiro de Santa Cruz, em Coimbra, em frente ao túmulo do filho D. Sancho I.
[editar] Boa relação com judeus

O reinado de Afonso Henriques ficou marcado pela tolerância para com os judeus. Estes estavam organizados num sistema próprio, representados politicamente pelo grão-rabino nomeado pelo rei.

O grão-rabino Yahia Ben Yahia foi mesmo escolhido para ministro das Finanças de Afonso Henriques, responsável pela coleta de impostos no reino. Com esta escolha teve início uma tradição de escolher judeus para a área financeira e de manter um bom entendimento com as comunidades judaicas, que foi seguida por seus sucessores.
[editar] Ascendência
[Expandir]

Ancestrais de Afonso I de Portugal


































16. Roberto II de França











8. Roberto I, Duque da Borgonha


















17. Constança de Arles











4. Henrique de Borgonha
























18. Dalmace, Senhor de Semur











9. Helie de Semur


















19. Aremburge da Borgonha











2. Henrique de Borgonha, conde de Portucale






























5. possivelmente: Sibila de Barcelona
























1. Afonso I de Portugal




































24. Sancho III de Navarra











12. Fernando I de Leão e Castela


















25. Mayor de Castela











6. Afonso VI de Leão e Castela
























26. Afonso V de Leão e Castela











13. Sancha I de Leão


















27. Elvira Mendes











3. Teresa de Leão






























14. possivelmente: Munio Moniz


















7. Ximena Moniz
























15. possivelmente: Muniadona Moniz

















[editar] Descendência
Realeza Portuguesa
Casa de Borgonha
Descendência
PortugueseFlag1185.svg
Afonso I[Expandir]

Filhos
Infante Henrique
Infanta Mafalda
Infanta Urraca, Rainha de Leão
Infante Sancho (futuro Sancho I)
Infanta Teresa, Condessa de Flandres e Duquesa de Borgonha
Sancho I[Expandir]

Filhos
Infanta Teresa, Rainha de Castela
Infanta Sancha, Senhora de Alenquer
Infanta Constança
Infante Afonso (futuro Afonso II)
Infante Pedro, Conde de Urgell
Infante Fernando, Conde da Flandres
Infanta Branca, Senhora de Guadalajara
Infanta Berengária, Rainha da Dinamarca
Infanta Mafalda, Rainha de Castela
Afonso II[Expandir]

Filhos
Infante Sancho (futuro Sancho II)
Infante Afonso, Conde de Bolonha (futuro Afonso III)
Infanta Leonor, Rainha da Dinamarca
Infante Fernando, Senhor de Serpa
Sancho II[Esconder]
Afonso III[Expandir]

Filhos
Infanta Branca, Viscondessa de Huelgas
Infante Dinis (futuro Dinis I)
Infante Afonso, Senhor de Portalegre
Infanta Maria
Infanta Sancha
Dinis I[Expandir]

Filhos
Infanta Constança, Rainha de Castela
Infante Afonso (futuro Afonso IV)
Afonso IV[Expandir]

Filhos
Infanta Maria, Rainha de Castela
Infante Pedro (futuro Pedro I)
Infanta Leonor, Rainha de Aragão
Pedro I[Expandir]

Filhos
Infanta Maria, Marquesa de Tortosa e Princesa de Aragão
Infante Fernando (futuro Fernando I)
Infanta Beatriz, Condessa de Alburquerque
Infante João, Duque de Valência de Campos
Infante Dinis, Senhor de Cifuentes
João, Grão Mestre da Ordem de Avis (futuro João I)
Fernando I[Expandir]

Filhos
Infanta Beatriz, Rainha de Castela e Leão

* Pela sua mulher, Mafalda de Sabóia (1125-1157), que desposou c. 1146:
o D. Henrique (1147-?)
o D. Mafalda de Portugal (1149-1160), teve o seu casamento programado com o rei de Afonso II de Aragão, o que não se efectivou pela morte da infanta
o D. Urraca (1151-1188), casou com o rei Fernando II de Leão
o D. Sancha de Portugal (1153-1159)
o Sancho I de Portugal (1154-1212)
o D. João de Portugal (1156)
o D. Teresa (1157-1218), depois do casamento chamada Matilde ou Mafalda, casou com Filipe I, Conde da Flandres e depois com Eudes III, Duque da Borgonha
* Filha de Elvira Gálter:
o D. Urraca Afonso, senhora de Aveiro (c. 1130-?), casou com D. Pedro Afonso Viegas, Tenente de Neiva e de Trancoso.
* Outros filhos naturais:
o D. Fernando Afonso, também nomeado D. Afonso de Portugal, alferes-mor do Reino e 12º Grão-Mestre da Ordem dos Hospitalários (1135-1207)
o D. Pedro Afonso (c. 1140-1189)
o D. Teresa Afonso (c. 1135-?)

Notas

1. ↑ A ideia é sustentada por pequenos trechos de crónicas medievais, nomeadamente a partir da de 1419, onde se refere que quando Egas Moniz viu que D. Teresa estava grávida, pediu ao conde D. Henrique para ser ele a criá-lo e que assim foi, apesar de o infante ter nascido "tolheito" (aleijado). A mais conhecida destas, porém, é a Crónica de El-Rei D. Afonso Henriques composta por Duarte Galvão em 1505.[2]
2. ↑ Conforme autores como o medievalista José Mattoso, autor de múltiplos sobre esta época que conhece profundamente, e Diogo Freitas do Amaral, autor de "D. Afonso Henriques - Biografia.[6]

Referências

1. ↑ Miguel Sanches de Baena, Paulo Alexandre Loução. Grandes Enigmas da História de Portugal (em Português). [S.l.]: Ésquilo, Ano. ISBN 9729898092380
2. ↑ "D. Afonso Henriques: 900 anos de mitos", Visão, 13 de agosto de 2009, p. 71.
3. ↑ Viseu, Agosto de 1109 - Nasce D. Afonso Henriques, Almeida Fernandes, o primeiro estudo sobre o nascimento do primeiro rei de Portugal, apoiado por historiadores tais como Maria Alegria Fernandes Marques, António Matos Reis, João Silva de Sousa, Bernardo Vasconcellos e Sousa, Avelino de Jesus Costa, entre outros
4. ↑ Obra que defende que D. Afonso Henriques nasceu em Viseu reeditada hoje, Mariana Oliveira, Público, acedido em 30 de Abril de 2007
5. ↑ António Amares das Neves (Junho 2009). Afonso Henriques - 1109?. Página visitada em 10 de junho de 2009.
6. ↑ "D. Afonso Henriques: 900 anos de mitos", Visão, 13 de agosto de 2009, p. 70.
7. ↑ Sousa, Manuel, Reis e Rainhas de Portugal, Mem Martins, 2000. ISBN 972-97256-9-1

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